Wellington volta a sonhar com Governo, critica Taques e vira “defensor” da...
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Wellington volta a sonhar com Governo, critica Taques e vira “defensor” da saúde

Fonte: Da Redação
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Foto - Jardel P. Arruda - OD

A cada nova informação que surge e que, de alguma maneira, possa atingir negativamente o governo de Pedro Taques (PSDB), em Mato Grosso, o senador Wellington Fagundes (PR/MT) parece que começa a avaliar que pode ser o novo chefe do Executivo Estadual e inicia, ou reinicia, um processo de ataques ao tucano. Dessa vez, após o anúncio da prisão do primo do governador e seu ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, que agora até já saiu, Fagundes achou que era o momento de tentar capitalizar e apareceu na imprensa cuiabana fazendo severas críticas ao Governo do Estado, direcionadas a um dos maiores gargalos da atual gestão e talvez de todos os estados brasileiros: a saúde.

O senador, aparentemente querendo vestir a capa de heroi dos mais sofridos, se disse “indignado” com a suspensão parcial de atividades na Santa Casa de Rondonópolis, no Hospital Santa Helena, na Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá e no Hospital Geral Universitário, também da capital. As paralisações ocorreram em protesto ao que as direções das unidades e a Federação que as coordena chamam de atraso de quase R$ 10 milhões. O Governo, porém, se defende dizendo que houve uma enorme confusão no caso e nega a dívida. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, uma ajuda emergencial foi deliberada em três meses específicos, num total de R$ 7,5 milhões, mas que em nenhum momento foi confirmado que isso seria fixo.

Usando frases de efeito como “governar é a arte de priorizar”, seguindo para a linha de “nada é mais importante que a vida das pessoas”, Wellington realiza o típico discurso de quem quer arrebanhar descontentes, com claros fins eleitorais. Desde 1991 até 2014 como deputado federal, ou seja, cinco mandatos consecutivos, até assumir uma cadeira de senador da República, no início de 2015, Fagundes não tem nenhuma experiência como gestor público. E mesmo que alguém argumente que ele tem já há alguns anos ficado muito próximo do funcionamento administrativo do DNIT e do Ministério dos Transportes, inclusive na indicação de chefia, não há muito o que se vangloriar disso no quesito gestão. As rodovias federais no Mato Grosso seguem sendo uma das grandes lamentações do povo do estado e Wellington é co-responsabilizado por isso, até por todo o tempo de carreira e ligação com as deliberações do setor.

Mais especificamente sobre a questão de repasses a filantropia em saúde, o ex-governador Silval Barbosa também não realizou os tais pagamentos e era mais do que rotineiro a imprensa, sobretudo rondonopolitana, informar sobre milhões em atraso não só a Santa Casa, mas também ao próprio Hospital Regional. Não foi nem uma e nem duas vezes que greves e manifestações de todo tipo foram realizadas. Aliado do Governo, na época, o então deputado federal Wellington não foi visto levantando a bandeira do SUS. Mas pode ser que com a idade chegando – fez 60 anos no último primeiro de junho – e os naturais problemas com o organismo, Wellington enfim descobriu a importância de se acudir com indignação o caos da saúde pública. Sorte de Mato Grosso…

Montreal