Sesp adota ferramenta para identificar origem de chamadas telefônicas
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Sesp adota ferramenta para identificar origem de chamadas telefônicas

O sistema ainda vai possibilitar retorno mais rápido para as ocorrências e detectar trotes

Fonte: Hérica Teixeira | Sesp-MT
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Foto: Lenine Martins/Sesp-MT

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), por meio do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), modernizou a ferramenta de identificação de chamada telefônica recebidas pelos números de emergência da Polícia Militar (190), Polícia Judiciária Civil (197) e Corpo de Bombeiros Militar (193).

Em funcionamento desde o dia 1º de março, o recurso possibilita a identificação do local de onde partiu a chamada telefônica. A tecnologia implantada visa dar celeridade no retorno de cada ocorrência recebida e identificar trotes.

A capital de Mato Grosso é a segunda unidade federativa a adotar este procedimento de identificação, depois de São Paulo. “É um método fantástico, agora saberemos a origem da ligação. Anteriormente, esta informação era concedida por quem fazia a ligação. Com este incremento de tecnologia, o atendimento será preciso e muitos trotes poderão ser evitados”, ressaltou o analista de sistema do CICC, Eduardo Ormond dos Santos.

Ainda segundo o analista, a mudança garante o direto à privacidade e a localização ficará restrita à prestadora de telefonia e aos órgãos de segurança pública.

A implantação da tecnologia é a soma de esforços da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), e os órgãos de segurança Pública, por meio da resolução Anatel- 627/2013, que determina que todas as chamadas feitas para os números de emergência tenham a elas associadas a informação da localização.

O sistema disponibilizado no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) foi desenvolvido pela Superintendência de Tecnologia da Informação, da Secretaria de Estado de Segurança Pública.

Dados

Nos dois primeiros meses de 2017, o Centro Integrado de Comando e Controle recebeu mais de 145 mil ligações. Destas, 55% são trotes.

O gerente técnico do CICC, sargento BM Leandro Gustavo Alves, disse que mesmo com as informações de que passar trote é crime, o número continua alto. “Com esta nova ferramenta vamos conseguir captar de imediato o que é trote. Isso facilita o nosso trabalho e proporciona um atendimento mais rápido para a população”, destacou.