Vida Medieval
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Vida Medieval

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O que é aquele deslumbrante ponto cinza
Ao longe do maravilhoso gramado verde
Que esconde beleza rústica cintilante,
Que, por tanta beleza, meu íntimo se perde?

É um castelo, um grande castelo mágico.
Dentro dele, há a mais linda obra divina.
É minha princesa me acenando na janela.
Me acenando com um sorriso de menina!

Suas vestes alvas balançando ao vento,
Seus cabelos gritando por afagos meus.
Aqueles olhos ternos, anormais e belos.
-Princesa, não há lábios como os seus!

Entre metros da janela que nos separam,
Eu grito dificultoso uma ou outra poesia
Que desencadeia o doce sorriso jocoso
Dessa singular boquinha que me extasia.

Queria, princesa, elevar-me ao seu quarto
E finalmente me ter em suas intimidades,
Nunca mais, outra vez, poder sair de perto,
E servir em todas as suas ricas vontades.

Sou eu pobre plebeu, andarilho campestre.
Você, princesa, que tanta riqueza arrebata.
De riqueza, só tenho o amor e meus versos.
De tristeza, o preconceito que nos maltrata.

Mas um dia trarei de mim o melhor verso
Que desencadeará neste reino maior magia,
Que tocará o coração deste povo perverso,
Até mesmo do temeroso dragão que a vigia.

E nada mais estará longe, ou triste, ou incerto…
Sem abismos ou pedras naquilo que nos futura.
Minha princesa, nossos corpos estarão tão perto
Que será mosaico num lindo quadro de pintura.

 

Este é o poema de hoje.

Espero que goste. Se gostou, compartilhe!

Você pode ver mais em www.georgeribeiro.com.br

Até a próxima semana!

Montreal