Vice-governador de saída…
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Vice-governador de saída…

Fonte: Da Redação NMT
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Foto - Só Notícias/Luiz Ornaghi

O vice-governador, Carlos Fávaro (PSD), tem uma importante decisão a tomar, se é que já não tomou. Após deliberar, junto a seus correligionários, o rompimento político com o governador, Pedro Taques (PSDB), e anunciar oficialmente a entrega de cargos do PSD e a total independência do partido com a gestão tucana, ainda no fim de março, o social-democrata passou a conviver com a difícil situação de ter que confiar, como nunca, em Taques.

Isto porque, caso o titular da maior cadeira do Palácio Paiaguás se afastar, nos próximos seis meses que antecedem o pleito eleitoral, Fávaro corre o risco, caso fique por dois dias que seja como governador, de ter problemas jurídicos para conseguir registrar candidatura ao Senado Federal, que é seu principal objetivo, ou mesmo a deputado federal. Como bem se sabe, a não ser em caso de busca de reeleição, um governador que almejar qualquer outro cargo deve se descompatibilizar do cargo meio ano antes das votações.

Para corrigir esta questão, Fávaro chegou a articular um projeto de lei na Assembleia Legislativa de Mato Grosso que teria efeito de obrigar Taques a oficializar o seu primeiro substituto nas primeiras 24 horas que sua licença entrasse em vigor sobre sua saída temporária. O vice-governador, porém, não conseguiu emplacar a tramitação célere que queria na matéria.

A imprensa cuiabana já começa a abordar a hipótese de Fávaro renunciar ao cargo de vice para não correr qualquer risco em seu projeto pessoal. Seria ousado, inédito, corajoso e, de certa forma, coerente com o posicionamento recente do partido. No campo de vista de estratégia política, também agregaria uma boa linha de discurso a ser explorado pelo pré-candidato ao Senado Federal.