Vereadores “manobram”, tiram Projeto da pauta e deixam servidores públicos de Primavera...
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Vereadores “manobram”, tiram Projeto da pauta e deixam servidores públicos de Primavera na “saia justa”

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VILMAR KAIZER

Uma manobra politiqueira e no mínimo contraditória dos vereadores Paulo Donin, Edegar dos Santos e Estaniel Pascoal, durante a sessão Ordinária da câmara de vereadores de Primavera na noite da segunda-feira, 01, poderá fazer com que mais de 2 mil servidores públicos municipais tenham que devolver aos cofres públicos, parte dos vencimentos recebidos em maio.

É que os vereadores apresentaram uma Emenda modificativa ao Projeto de Lei número 617 que trata da revisão geral dos servidores públicos de Primavera, referente ao exercício de 2015. Isso inviabilizou a aprovação e a recomposição, que já fora paga aos servidores, não foi aprovada. O Projeto acabou sendo retirado da ordem de votação.

O PL previa a recomposição de 6,22% de acordo com os cálculos do INPC referentes aos meses de janeiro e dezembro de 2014. Já alguns nobres vereadores, após apontarem que “a folha já atingiu o limite prudencial” e criticarem o Executivo dizendo que a folha já estava comprometida, incompreensivelmente resolveram refazer o cálculo da recomposição. Sendo assim, estipularam o índice de maio a maio, o que aumentou para 8,34% o reajuste.

Ou seja, se o limite já havia sido atingido, por que aumentar ainda mais os valores da recomposição? Ao mesmo tempo o vereador Edegar dos Santos já anunciou que iria ao Ministério Público em Cuiabá, representar contra o prefeito Érico Piana, por infringir a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Caso isso ocorra, quem irá devolver os valores já pagos aos servidores? Eles próprios? Apesar de dizer que não discute se “os servidores merecem ou não merecem”, parece que a questão é muito mais birra política do que bom senso relacionado à recomposição dos servidores.

DO OUTRO LADO

Além disso, tanto Edegar dos Santos quanto Paulo Donin também já foram servidores públicos (Secretário e Coordenador), os quais conhecem a realidade dos muitos servidores que desempenham suas funções e na grande maioria das vezes sobrevivem apenas com estes vencimentos, sem outra fonte de renda.

Agora os servidores ficam com certeza na insegurança, política e econômica ao pensarem no que deverá ser feito futuramente, talvez sem qualquer recomposição e até mesmo a terem que desembolsar o que receberam, segundo os vereadores “de forma ilegal”, no último fim de mês.

De outro lado, tal ação mostra o interesse, muitas vezes sem o pensamento no coletivo, que pode contribuir de forma negativa para que Primavera caminhe para trás, em vez de avançar rumo ao desenvolvimento em todos os setores.

Montreal