Vereadores citam desrespeito e avaliam medidas judiciais sobre CPI de Emanuel
Supermoveis


Macropel

Vereadores citam desrespeito e avaliam medidas judiciais sobre CPI de Emanuel

Fonte: Assessoria
SHARE
Emanuel Pinheiro foi pego em vídeo recebendo dinheiro no Palácio Paiaguás quando era deputado estadual. Foto: Reprodução.
Os nove vereadores que assinaram o pedido de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a fim de investigar o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), acreditam que houve desrespeito ao regimento interno na escolha dos membros da CPI e avaliam tomar medidas judiciais contra tal escolha.

Durante reunião do Colégio de Líderes nesta quinta-feira (16), foram escolhidos, pelo presidente da Câmara de Cuiabá, Justino Malheiros (PV), o vereador Adevair Cabral (PSDB) como relator e Mário Nadaf (PV) como membro da CPI, ambos da base aliada do prefeito.

Além deles, o vereador Marcelo Bussiki (PSB) assume como presidente, por ter apresentado o requerimento de abertura da CPI.

Para Bussiki, houve flagrante desrespeito ao artigo 59 do Regimento Interno da Casa de Leis – e do entendimento do Supremo Tribunal Federal – de que deviam estar na lista dos nomes a serem escolhidos para compor a CPI apenas os que assinaram o requerimento até sua data de protocolo, feito no dia 7 de novembro.

Além de Bussiki, assinaram o requerimento de abertura de CPI os vereadores Abílio Júnior (PSC), Joelson Amaral (PSC), Dilemário Alencar (PROS), Gilberto Figueiredo, Felipe Wellaton (PV), Elizeu Nascimento (PSDC), Diego Guimarães (PP) e Toninho de Souza (PSD).

“A escolha do nome dos dois vereadores que assinaram a CPI posterior ao protocolo é um flagrante despeito não só ao regimento, como aos nove que assinaram para que ela fosse criada. Causa muita estranheza eu ter passado dois meses pedindo por assinaturas e, após obter as 9 necessárias, outros 11 vereadores quererem assinar em massa. Havia uma suspeita de manobra para que a CPI protegesse o prefeito e talvez a indicação de dois nomes da base possa até ser isso. Mas continuo como presidente e não vou admitir nada que interfira na correta investigação”, reforçou.

Ainda está sendo estudada a possibilidade de medida judicial diante da forma como foi conduzida a escolha dos membros, de acordo com o vereador Diego Guimarães. “Está sendo analisada a conveniência de uma medida judicial, porque não queremos prejudicar ou obstar o andamento da CPI, pois sabemos da capacidade de avaliação do vereador Marcelo Bussiki, apesar da indicação de dois membros da base”, explicou.

Definida a composição da CPI, ela deverá ser oficializada através da publicação de resolução que define o objeto a ser investigado e as funções de cada vereador dentro da comissão. Somente após a resolução é que será agendada a primeira reunião da CPI, que poderá também contar com a participação dos interessados.

“Apesar de não fazermos parte da CPI, podemos acompanhar o trabalho de perto e vamos fazê-lo assim que estiver estabelecido o cronograma de trabalho. Independentemente de dois vereadores serem da base, sabemos que o presidente, que é o Marcelo, tem papel fundamental na CPI também”, encerrou Abilio Júnior.

Montreal