Vereador de Primavera assina Emenda “eleitoreira”, se perde, dança com números e...
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Vereador de Primavera assina Emenda “eleitoreira”, se perde, dança com números e vota contra o que propôs

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VILMAR KAIZER

Os “Três Mosqueteiros” vereadores que apresentaram a Emenda que alterava o Projeto de Lei de autoria do Executivo, autorizando a recomposição salarial dos servidores públicos de Primavera do Leste só não se saíram pior durante a sessão desta segunda-feira, 08, porque os tempos de 25 e 20 minutos que tinham para falar, acabou.

Entre os menos prejudicados pelas próprias ações, o vereador Paulo Donin, que apesar de ter votado favorável ao parecer que derrubava a emenda a qual ele próprio, junto com Edegar dos Santos e Estaniel Pascoal havia assinado, não se pronunciou na tribuna. Com isso angariou um pouco mais de aceitação de quem assistia à sessão, apesar de ter votado contra o aumento proposto.

Já o vereador Pascoal, defensor da Emenda que alterava de 6, 22% oara 8,34% a recomposição, acabou tendo bom senso e quando viu que a “vaca já tinha para o brejo”, votou favorável pelo menos à recomposição para os servidores. “Voto a favor de qualquer projeto que faça o bem para a população, apesar de não concordar com o índice proposto”, avaliou.

A DANÇA DOS NÚMEROS

O pior caso aconteceu com Edegar dos Santos. Contador por formação, ex-secretário de Fazenda do município, portanto exímio conhecedor da área contábil, começou o discurso defendo a Emenda, citando segundo ele um exercício típico que os contadores praticam: “a dança dos números”. Após revelar que 2 + 2 são quatro; 4 + 4 são oito; 8 + 8 são dezesseis e aí por diante, até chegar a 512 e aí por diante, começou a perder-se na fala.

Chegou a dizer, entre uma fala e outra que “a Emenda está aí e o prefeito não é obrigado dar este reajuste. Mas politicamente ele pode fazê-lo”. Ou seja, em vez de defender a questão técnica, como chegou a apresentar, já não mantinha a convicção na fala e pendia para o lado político da questão.

O resultado é que, muito provavelmente pelo fato de ter “dançado” demais com os números, na hora em que foi colocada ao plenário a votação do parecer contrário emitido pela Comissão competente, acabou o nobre vereador votando pela manutenção do parecer, junto com outros 12 companheiros de Casa (Pascoal votou contra e o presidente Josafá só votaria em caso de empate). Ou seja, ele aceitou a “derrubada” da Emenda.

Não contente, Edegar dos Santos voltou à tribuna para a discussão da segunda votação do Projeto e afirmou que “iria entrar na Justiça contra a falta de parecer jurídico à Emenda…”, mas neste momento foi informado que “a Emenda já foi derrubada e portanto não faz mais parte do Projeto vereador”.

JUSTIFICATIVAS

Alguns vereadores em seus pronunciamentos procuraram mostrar coerência com relação a manter a recomposição constante no Projeto de Lei enviado pelo Executivo. O vereador Antônio Marcos “Pirú” foi um deles ao lembrar que tais projetos dependem de lei específica e que se há algum comprometimento da receita é preciso que o Executivo verifique os cargos existentes, que acabam contribuindo por onerar a folha.

Além disso, não seria passível de a câmara apresentar Emenda, como lembrou o vereador Messias, aumentando os gastos para o município. Tais projetos, por força constitucional são de ordem do Poder Executivo do município.

Outro fato, as recomposições sempre foram tomadas como base, pelo menos nos últimos anos, inclusive enquanto Edegar dos Santos ainda era Secretário de Fazenda, entre os meses de janeiro a dezembro e não de maio a maio como agora queriam os três vereadores.

O Projeto de Lei foi aprovado por doze votos favoráveis e dois contrários, sendo que o presidente novamente não emitiu o voto.

 

Montreal