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“Verdinhos” do Rotativo não tem poder de polícia, mas são alvos de ameaças e agressões

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Verdinho do Rotativo/ Foto: Arquivo

Redação / Assessoria

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O estacionamento rotativo completa três meses de funcionamento e já sofreu alterações, inclusive no software para implantar os 20 minutos de tolerância para o usuário que garantir uma vaga por meio do cartão, smartphone ou web site.

Solucionada e esclarecida a questão, aos poucos, a população de Rondonópolis se adapta à nova realidade que trouxe facilidade na hora de encontrar uma vaga para estacionar no centro da cidade.

Hoje o sistema passa por um novo questionamento por parte de alguns usuários, que acreditam que os monitores, ou ‘verdinhos’ como são conhecidos, têm poder de multar o cidadão.

“Nossa empresa participou de um processo licitatório e é administradora de um serviço na cidade: a organização das vagas na área central. Nossos monitores estão à disposição para orientar os usuários, vender tickets avulsos, cartões de estacionamento e ensinar a usar os parquímetros. Não temos o poder de multar ninguém, até porque não somos policiais, nem agentes de trânsito. Esta confusão precisa ser esclarecida”, pondera Bruna Catharina Sorrentino Pinto, diretora de gestão do Rotativo Rondon.

A preocupação da direção da empresa é com os 80 monitores que trabalham nas ruas centrais, porque muitos já foram ameaçados e até agredidos por usuários que não entenderam o sistema.

“Nos últimos dias notamos que a população em geral está mais adaptada ao Rotativo e a grande maioria é favorável à organização das vagas. Mas enfrentamos também a ação de poucos desavisados, que, inclusive, ameaçam nossos trabalhadores. Isso tem criado um clima tenso para esses colaboradores, que passam horas no centro cuidando para o bom funcionamento do sistema”, lamenta Bruna Catharina.

A questão foi parar nas redes sociais e a polêmica deixou alguns usuários com receio de usar a área do Rotativo.

“A população pode ficar tranquila porque o nosso papel é, exclusivamente, administrar as vagas para organizar a cidade. Não temos poder de polícia, não multamos, não averiguamos documentação e, muito menos guinchamos qualquer veículo, não é nosso papel”, diz Bruna.

Outro problema alheio à vontade ou poder de solução imediata da empresa, é em relação ao sinal de internet em algumas regiões.

“Às vezes o estacionamento legal fica lento tanto no parquímetro quanto pelo smartphone. O problema maior do sistema hoje é o serviço da operadora de celular contratada, que é inferior ao que adquirimos para o bom funcionamento. Assim, tem usuário que acaba culpando o monitor pela falha que não é nossa, mas reflete diretamente no serviço. Estamos buscando solução junto à empresa contratada e enquanto isso instalando outras operadoras em locais estratégicos para oferecer o serviço de qualidade a que nos propusemos”.

Bruna lembra que o usuário que estacionar irregular na área do rotativo pode receber é um aviso dessa irregularidade, que deverá ser acertada com o próprio monitor ou na sede da empresa, na Rua Pedro Ferrer, 359 no centro.

Se ele fizer esse acerto dentro do prazo de cinco dias, a irregularidade será quitada e não será encaminhada à Secretaria de Transporte e Trânsito e, assim, não será gerada multa por estacionar irregularmente.

 

 

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