Valtenir assume PSB com fígado e foca vingança
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Valtenir assume PSB com fígado e foca vingança

Fonte: Da Redação
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Foto - PSB

O novo presidente do PSB em Mato Grosso, o deputado federal, Valtenir Pereira (PSB), assumiu o posto recentemente e já mostra que não tem interesse algum em deixar o ambiente do partido harmonioso no estado. A clara intenção de Pereira, exposta em sua primeira manifestação oficial, é a de pôr em prática seu aparente plano maior de expulsar o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), da sigla.

Pereira, que saiu do mesmo PSB, em 2013, dentre outras coisas, em virtude de desavenças com o mesmo Mauro, anunciou neste início de semana que tem um plano para sair candidato a senador em 2018, na tentativa clara de ofuscar Mendes dentro da sigla, já que o mesmo estuda o mesmo projeto pessoal.

Apesar de não ter mandato atualmente, todo o trabalho de base política montado por Mendes, inclusive ao lado de seus principais aliados como o deputado federal, Fábio Garcia (PSB), foi dentro do partido e sua saída a pouco mais de ano do próximo pleito poderia lhe deixar em campo oposto aos seus próprios companheiros.

Valtenir ainda sinalizou que o PSB irá resgatar seu “esquerdismo” como modo de ação, o que deve trazer uma debandada considerável no estado onde tal ideologia nunca chegou perto de pleitear o protagonismo. O deputado, aparentemente, será guiado pelos conselhos do cacique, Carlos Bezerra (PMDB), alguém muito próximo a si, mas que não goza de nenhuma simpatia dos novos correligionários de Pereira.

Em suma, enquanto o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, se articula simplesmente para se manter no cargo e com ele todas suas mordomias, Valtenir aceitou ser usado por ele em Mato Grosso para se vingar de desafetos e o partido que era um dos principais do estado passará, por enquanto, a ter gente filiada, com cargo e representatividade e que estarão presentes de direito, mas não de fato em suas ações políticas.

O deputado federal, Adílton Sachetti (PSB), chamou Siqueira de ditador e disse que não aceitará postura autoritária de Valtenir. Mauro Mendes também já se posicionou e chamou de vergonhosa a volta de Valtenir de maneira impositiva, lembrando que enquanto estava no PSB o deputado se preocupava em colocar o partido para trabalhar apenas para si.

O presidente da Assembleia, Eduardo Botelho (PSB), foi outro a não engolir a chegada de Valtenir, que já sinalizou, por sua vez, levar o partido para oposição ao governo de Pedro Taques (PSDB), o que feriria a vontade pessoal da maioria dos membros. A queda de braço deve ainda durar até, no mínimo, 2018, mas a verdade é que numa dessas todos envolvidos podem perder, menos Siqueira, é claro, até porque ele não está preocupado com voto e sim com seu cargo.

Siqueira já tirou Marina Silva do partido e fez o PSB sair da rota de busca à presidência da República, apequenou uma sigla que chegou a respirar com força a possibilidade de derrubar a hegemonia PSDB e PT justamente porque entendeu que isso tiraria sua autonomia pessoal. Carlos Siqueira não é ideológico, muito menos Valtenir. Querem apenas poder.

Montreal