Um Reguffe em Mato Grosso?
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Um Reguffe em Mato Grosso?

Fonte: Da Redação NMT
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Foto - Redes Sociais

Muito se espera no Mato Grosso do jovem deputado estadual eleito em 2018, Ulysses Moraes (DC). Isso porque, o rapaz que é integrante do Movimento Brasil Livre – MBL, grupo de militância virtual e trabalho muito forte na internet, desenvolveu sua plataforma de campanha criticando a verba indenizatória, que hoje gira em torno de R$ 65 mil para os integrantes da Assembleia Legislativa de Mato Grosso – ALMT, se enraiveceu quanto ao número excessivo de assessores para cada um dos 24 legisladores, criticou o salário muito elevado de cada parlamentar, em torno de R$ 30 mil, e se levantou contra outras regalias como recursos destinados à manutenção de gabinetes e gasolina disponível que somam mais cerca de R$ 10 mil todo mês.

Acabou que ele convenceu os 18.721 que votaram nele que apresentará projetos para mudar esses custos, bem como acabar com a indicação do governador do estado a membros do Tribunal de Contas do Estado – TCE, que posteriormente virão a julgar suas próprias contas, afirmou que irá atuar na redução de impostos estaduais, dentre outras bandeiras que lhe deram muita visibilidade. Ocorre que muito do que o novato prega terá um trabalho tanto para emplacar pelo simples fato de que dependerá dos outros 23 para mudar a realidade. Acontece que uma redução de recursos financeiros diminui drasticamente a capacidade de atuação política da maioria dos parlamentares, que justificam usar boa parte do dinheiro para viajar pelo estado para visitas e consequentemente ter subsídios para seus trabalhos parlamentares, diferentemente de Ulysses que fará praticamente tudo pela internet.

Dentro deste prisma complicado e conflitante, o ideal será Ulysses já começar seu mandato replicando o que faz o senador José Reguffe em âmbito federal. O brasiliense, que atualmente sequer faz parte de algum partido político, não consegue aprovar quase nada no Congresso Nacional e usa de expediente muito parecido com o assumi pelo advogado de Mato Grosso. Para seguir sua luta, porém, Reguffe praticamente não usa verba disponível em gabinete e tem uma quantia irrisória de assessores. Com a expectativa criada de que Moraes inicie o mandato doando parte do seu alto salário todo mês para alguma instituição de caridade, que tenha no máximo dois assessores e renuncie por completo as verbas indenizatória e de gabinete, a torcida é para que o jovem deputado surja como um exemplo comovente e sua filosofia irradie a colegas a ponto de que eles se tornem novos adeptos da defendida economia. Os mato-grossenses, certamente, vibrarão.