Um “Pedro Taques” atrás das grades em pleno ano eleitoral
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Um “Pedro Taques” atrás das grades em pleno ano eleitoral

Fonte: Da Redação NMT
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Partindo do princípio que o governador não tenha ligações com possíveis ilícitos dos parentes, é inegável que suas prisões têm lhe causado um prejuízo sensível a imagem. Foto - Alair Ribeiro/MidiaNews Advogado Pedro Jorge Zamar Taques

O advogado Pedro Jorge Zamar Taques, irmão do ex-secretário da Casa Civil que atuou na gestão que ainda comanda o Executivo Estadual, Paulo Taques, foi obrigado a se apresentar ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado – Gaeco para ser preso no desfecho da famigerada Operação Bereré, agora Operação “Bônus”, que apura o desvio de mais de R$ 27 milhões por meio do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso – Detran. Já Paulo, que já havia sido detido duas vezes, também voltou a prisão.

Além dos dois irmãos, que são primos do atual governador, José Pedro Gonçalves Taques (PSDB), o atual deputado estadual, Mauro Savi (DEM), é outro que foi recolhido. Em um tempo tão sensível da sua carreira política, onde tenta se desvencilhar dos desgastes que acumulou frente a gestão para viabilizar uma reeleição, ter praticamente um homônimo com ordem de prisão expedida não soa nada bem ao atual governador, que já teve de passar muito tempo driblando a “Grampolândia Panteira”, que foi o que já havia levado Paulo para o Centro de Custódia da Capital, para onde novamente deve ir, agora com companhia familiar.

Os possíveis desvios do Detran é mais uma má notícia a José Pedro, o governador, que ironicamente foi um dos que remeteu denúncias ao Ministério Público Estadual – MPE, ainda enquanto senador, por informações anônimas tratando de irregularidades no órgão que chegaram no seu gabinete. Ao chegar ao Gaeco, Paulo decidiu falar e desqualificou a apuração e sua ordem de prisão, dada pelo desembargador José Zuquim Nogueira. ““Parece que alguém falou pra alguém que um terceiro alguém pediu dinheiro para uma outra pessoa usando meu nome. Pelo que vi, foi isso”, ironizou.

O desenrolar da Operação Bereré tem se baseado em documentos apreendidos ainda na fase inicial de investigação, depoimentos prestados junto a autoridades policiais e colaborações premiadas.