Um “novo Taques” para Mato Grosso
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Um “novo Taques” para Mato Grosso

Fonte: Da Redação NMT
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Foto - GazetaDigital

A juíza aposentada, Selma Arruda (PSL), claramente tenta replicar o efeito Pedro Taques (PSDB), de 2010 e 2014, para tentar uma vaga na tropa de elite da classe política de Mato Grosso. Até mesmo o cargo inicial a que está disposta a ocupar na vida eletiva é o mesmo que o ex-procurador da República, há oito anos atrás, conseguiu se eleger. Taques conseguiu a segunda vaga disponível a Câmara Alta, já que a primeira ficou com o atual ministro da Agricultura e Pecuária, Blairo Maggi (PP).

Como se vir do Judiciário e adotar um discurso contra a corrupção, com o histórico de ter prendido figurões do estado, não fosse já suficiente para garantir a certeira comparação, Selma também tem adotado a mesma tática de percorrer o estado dando palestras sobre as sujeiras da política atual, exatamente como fez Taques. Intrinsecamente, com a abordagem, obviamente que tenta construir uma personificação sobre si quanto a ter condições de por um fim em tudo isso caso vença nas urnas.

Não dá para cravar que o marqueteiro seja o mesmo de Taques, mas a verdade é que poucas vezes se viu uma pré-candidatura tão candidatura como é a da juíza. No facebook, se compromete com seus mais de oito mil seguidores, dizendo contar com o apoio de cada um e garantindo que vai “botar pra quebrar no Senado”, antes mesmo da campanha começar. Para quem está mais próximo do grupo técnico que se forma envolta de Selma, o assustador é ver o tamanho da equipe.

A gana dos profissionais para ganhar a eleição, como não poderia ser diferente, tem deixado alguns sintomas de extemporaneidade nas ações políticas da pré-candidata e muita se questiona nos bastidores quanto ao recursos que estão bancando todo este pessoal. Se por um lado a pré-candidata conta até com pesquisa interna contratada e um marqueteiro, a ex-juíza, porém, tem encontrado problemas com o seu partido, que anda se isolando dos demais no estado. Hoje, o PSL praticamente caminha sozinho em Mato Grosso, com a pré-candidatura de Selma e a de Dilceu Rossato para governador.

Como já adiantou o NMT, Dilceu deve recuar caso o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otavio Pivetta (PDT), que é seu sócio, confirme a própria candidatura ao Palácio Paiaguás ou a entrada em outro projeto majoritário. Em previsões de analistas ouvidos pelo NMT, o PSL de Mato Grosso deve acabar rumando para o colo de Pedro Taques (PSDB), onde Selma deve seguir tentando o Senado Federal, no entanto sendo a coadjuvante de Nilson Leitão (PSDB), diminuindo drasticamente suas chances. Outra hipótese é ir para vice de Taques.

Aliás, segundo o que muito comenta-se, a estratégia situacionista desde o começo foi exatamente a de apresentar Selma como um “novo produto” para a cena política e posteriormente juntá-la a Taques. Eles seriam, segundo informações, muito mais próximos do que se pensa. Haja vista, o fato de que dificilmente saem críticas mais contundentes da boca da ex-juíza para o atual governador e certamente não é por falta de pauta. Da parte contrária, desde 2016, Taques não perde uma oportunidade sequer de elogiar Selma e incentivá-la a entrar na caça ao eleitor.