Um comunista sem barulho
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Um comunista sem barulho

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Foto - Roger Andrade

Talvez até por nunca ter chegado perto sequer de uma realidade que sinalizasse uma remota chande de num futuro ser uma ideologia política e socioeconomica majoritária no Brasil, os poucos comunistas ainda ativos em solo tupiniquim, sobretudo os mais jovens, decidiram aderir um discurso um tanto quanto pesado, sobretudo nas universidades federais e outros centros que consideram redutos “da intelectualidade”, para defender suas ideias.

A polarização do cenário que acometeu o Brasil com a derrocada do projeto PT, que toda esquerda considera o mais próximo de si que já chegou ao Poder no país, acabou por piorar essa situação da falta de boa convivência entre as diferentes ideias e as ações do pessoal de vermelho (não só ele, mas também ele) acabou excedendo alguns limites importantes do respeito e do bom debate.

Eis que Rondonópolis então vê o tradicional PCdoB, até então sem nenhuma história de vitória eleitoral na cidade, eleger um nome para a Câmara Municipal de Vereadores. O referido é o jovem professor Silvio Negri, que inclusive já até assumiu a Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Legislativo e discursou em tribuna livre. Para o espanto de quem não o conhecia pessoalmente e o julgava por sua ideologia, surge alguém extremamente comedido, com a defesa da união da classe política, sem discursos demagógicos e de ataques “as elites” e notadamente conciliador quando fala do prefeito Zé do Pátio (SDD) e até do governador Pedro Taques (PSDB).

Mesmo cobrando saídas para a situação dos servidores contratados da educação de Mato Grosso, Negri se mostrou respeitoso até a alguém como Taques, que não só pensa totalmente o avesso de si como acumula razões de sobra para ser atacado por quem defende os trabalhadores, haja vista as graves crises de relacionamento que o gestor tem tido com o funcionalismo público estadual, nos últimos meses e anos.

É claro que ainda se faz muito cedo para qualquer análise sobre a conduta e o trabalho de Negri, mas pelo prestígio já adquirido junto aos colegas de parlamento a ponto de adquirir as rédeas de uma Comissão tão importante, bem como a clareza na análise sobre as reais necessidades da cidade e os caminhos apontados para chegar até as soluções, não é exagero pensar que  os comunistas locais conseguiram, aparentemente, escolher o que tem de melhor nos seus quadros para contribuir com Rondonópolis. Até porque de gritaria, discurso fácil e política baixa todo o povo já está farto, venha isso da esquerda ou da direita.

2 COMENTÁRIOS

  1. Parabéns pela matéria! Isenta, equilibrada e com boa leitura da correlação de forças que se estabelece atualmente!!
    De fato, os Comunistas desde há muito são pré-julgados, mormente de forma pejorativa, por influência de uma mídia que ainda vivem os tempos da guerra fria, com todos seus corolários, seu anticomunismo!
    A prática do nosso vereador deverá quebrar muitos desses pré-conceitos!

  2. Pelo menos esse “comuna” aí não usa aquele broche ridículo com a foice e o martelo que nos remete às tristes lembranças das brutalidades praticadas contra seres humanos por Joseph Stalin, Mao Tse-Tung, Pol Pot, Chê, Fidel Castro. Vamos pedir aos Céus que o vereador não seja do “time” de outros comunas brasucas tais como: José Dirceu, José Genoíno, Dilma, Lamarca, Mariguella, Osvaldão, Elza Monerat, João Amazonas, Prestes . . .

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