Treinamento e capacitação de Brigadista em empresas evita tragédias e prejuízos
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Treinamento e capacitação de Brigadista em empresas evita tragédias e prejuízos

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Por Ailton Lima

Muita gente sabe, mas poucos se dão conta da necessidade e importância de se atentar para as exigências da legislação da segurança no trabalho, no que diz respeito à obrigatoriedade de se formar e capacitar colaboradores/brigadistas para controle/combate a incêndios nas empresas.

Claudio HesselDe acordo com Claudio Hessel, Engenheiro Especialista em Segurança do Trabalho, e professor-mestre na área de equipamentos e máquinas, “todo incêndio começa pequeno, a menos que seja oriundo de uma explosão”! Por isso, uma equipe capacitada e bem treinada, pode fazer a diferença em caso de sinistros envolvendo fogo numa empresa, evitando tragédias e prejuízos.

Conforme o técnico, as exigências legais começam, quando da expedição do alvará de funcionamento pela municipalidade (prefeitura). Para que seja expedido o documento, existe a necessidade de se observar outra exigência do Corpo de Bombeiros ou seja; o Alvará de Prevenção de Segurança Contra Incêndio e Pânico- APCIP, que nada mais é, do que o documento expedido pelos Bombeiros de cada estado, o qual atesta que a edificação, instalação ou local de risco encontra-se com as medidas de segurança contra incêndio e pânico projetadas e instaladas de acordo com o projeto aprovado.

Claudio Hessel.IIIPara isso, o empresário precisa capacitar seus colaboradores e montar equipe de brigadistas. O problema, é que essa exigência, tem validade de apenas 12 meses e precisa ser renovada/atualizada anualmente.

Como diretor da ‘Work Safety’, única empresa certificada e credenciada junto ao Corpo de Bombeiros/MT (049/2014), conforme exigência da NBR-14.276/2006, para ministrar cursos e treinamentos de brigadistas na região Sul,  Hessel esclarece que existem três tipos de capacitação: Básica (curso com 08 horas de duração), Intermediária (20 horas), e Avançada (32 horas).

Na verdade, cada tipo de treinamento/qualificação é embasado na C.N.A.E – Classificação Nacional de Atividade Econômica, que define e classifica cada empresa de acordo com as suas atividades.

Nesses cursos, disponibilizados na forma de ‘teoria e aulas práticas’, o funcionário/colaborador, aprende a teoria do fogo, como se propaga etc., e aprende a manusear e operar extintores, hidrantes, mangueiras e equipamentos contra incêndio, bem como, aprende noções de primeiros socorros e a classificação dos vários tipos de incêndio.

Por exemplo: o “Classe A”, são os incêndios envolvendo objetos sólidos e residuais (papel, madeira, plástico etc.), em cujo combate se usa água.

Existe ainda o tipo “Classe B”, que envolve fogo em combustíveis. Para essa modalidade de incêndio, usa-se a técnica de abafamento e PQS – Pó Químico Seco. E por ultimo, o incêndio “Classe C”, que envolve componentes elétricos/eletrônicos. Nesse caso o combate é feito usando-se extintores a base de CO2.

Hessel afirma que os treinamentos teóricos/práticos podem ser feitos na sede da “Work Safety”, ou na própria empresa contratante, dependendo do numero de colaboradores.

O especialista repassa ainda que além dos cursos de formação de brigadistas, a sua empresa realiza projetos técnicos, instala rede de hidrantes, sistemas de alarme contra incêndios, dá manutenção preventiva e reparadora nos equipamentos e, fornece a A.R.T.- Anotação de Responsabilidade Técnica, que comprova a regularidade dos equipamentos contra incêndio da empresa, junto aos organismos de controle, como Corpo de Bombeiros.

 

 

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