Transpetro faz simulação de vazamento de gasolina na capital paulista
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Transpetro faz simulação de vazamento de gasolina na capital paulista

Fonte: NOTÍCIAS DE MATO GROSSO com EBC
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Simulação de vazamento em gasoduto feito pela Transpetro no bairro Jardim Esmeralda, zona oeste de São PauloRovena Rosa/Agência Brasil

Segundo a Transpetro, em 2016 foram identificados 72 furtos ou tentativas de furto em todo o país. No estado de São Paulo foram em média três por mês. De janeiro a maio de 2017, a Transpetro registrou 78 furtos ou tentativas de furto, sendo que em São Paulo foram 27. De acordo com a empresa, caso os moradores das áreas próximas aos dutos percebam alguma movimentação estranha, devem entrar em contato com a empresa pelo 168, número gratuito que funciona 24 horas por dia e sete dias por semana.

De acordo com a Transpetro, em São Paulo há 78 municípios por onde passam dutos da empresa. Os moradores devem comunicar à companhia caso vejam tratores ou veículos pesados perto da faixa de dutos, além de obras e construções, pessoas trabalhando sem o uniforme da Transpetro, presença de carros e pessoas com mangueiras e outros equipamentos e caminhões de combustível nesses locais, bem como cheiro forte de combustível na área.

Segundo o gerente-geral de Segurança e Contingência da Transpetro, Nelson Barboza, a grande preocupação é com os riscos que ações de ladrões podem gerar para a comunidade, comprometendo todos no entorno. Por isso, a Transpetro tem feito um trabalho de monitoramento e prevenção em busca de que isso não aconteça.

“No exercício simulado, pudemos mostrar nossas técnicas e estratégias para evitar que haja um problema maior com a comunidade. Somos vítimas nesse processo, que está demandando muito trabalho. Estamos preocupados, não só com a comunidade do entorno, como com a integridade dos nossos funcionários que estão atuando, com o meio ambiente e nossas instalações”.

De acordo com o gerente de emergências químicas da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesp), Jorge Luiz Gouveia, em qualquer situação de risco, o órgão ambiental é acionado e uma equipe é mobilizada, dependendo da gravidade da situação. “Isso é acompanhado passo a passo. Além da questão da segurança, tem a questão ambiental, que às vezes se desenvolve no primeiro momento. Outras vezes acontece depois da emergência. Os principais danos podem ser a contaminação da água e do lençol subterrâneo”.

Simulação

Durante a ação, foi simulado um acidente com rapazes que tentavam furtar o combustível com o equipamento usado para perfurar o cano sendo lançado contra eles. Um deles caiu e tropeçou durante a fuga, caindo desacordado. A gasolina vazou do duto, gerando risco de explosão. No mesmo momento, alguém da comunidade entra em contato com a emergência da Transpetro pelo número 168.

Em seguida, o duto é despressurizado remotamente, o local é isolado e a vítima é atendida e logo depois removida por uma ambulância. Os moradores são retirados das casas pelas Defesa Civil e os órgãos ambientais são informados sobre o vazamento para avaliar os impactos. As autoridades públicas e as empresas formam um comando unificado de emergência e barreiras absorventes são espalhadas para conter o derrame, enquanto é feito o monitoramento da atmosfera explosiva.

Logo depois são acionados caminhões vácuo para drenar a gasolina, o vazamento é fechado e são concluídos o reparo e a inspeção do duto violado, que volta a operar após os testes concluídos. A emergência é finalizada e as pessoas são autorizadas a voltar para casa. O solo contaminado é removido e levado para descontaminação.

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