TOC: Transtorno Obsessivo-Compulsivo?
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TOC: Transtorno Obsessivo-Compulsivo?

Fonte: Da redação
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Para falarmos um pouco mais sobre TOC, vamos entender do que se trata! TOC, Transtorno Obsessivo Compulsivo, de acordo com á CID-10 (Classificação de Transtornos Mentais, F42), se caracteriza por, “Atos ou rituais compulsivos que são comportamentos que se repetem muitas vezes”, que, não trará nenhum conforto, mais uma séria de sensações e sentimentos desagradáveis.

Se voltarmos nosso olhar, para nossas rotinas diárias, observaremos uma série de atividades que devido nossa rotina acaba-se tornando como dito, “rotineiros”, porém como característica sintomática de TOC, relevamos comportamentos que cause angústia, e interferência em execução de atividades, como por sinal á vivência com o próximo.

Vale ressaltar que, estamos em tempos de grandes avanços, de mudanças rápidas, grande busca por conhecimentos, fatores estressantes para originar algum desconforto emocional.

Portanto para o diagnóstico, se torna imprescindível, a busca de profissionais com conhecimento necessário para determinada conclusão.

Para o diagnóstico de TOC, se faz necessário observar e analisar as seguintes características, (CID-10);

-Eles devem ser reconhecidos como pensamentos ou impulsos do próprio indivíduo;

-Deve haver pelo menos um pensamento ou ato que é ainda resistido, sem sucesso, ainda que possam estar presentes outros quais o paciente não resista mais;

-O pensamento de execução do ato não deve ser em si mesmo prazeroso (o simples alívio de tensão ou ansiedade não é, neste sentido, considerado como prazer);

-Os pensamentos, imagens ou impulsos devem ser desagradavelmente repetitivos.

Tenho algumas características que se enquadram nesta descrição, estou com TOC? Para um afirmação correta do diagnóstico, se torna necessário a incidência continua por pelo menos 2 semanas, onde provoque angústia e interferências em atividades de ciclo diário.

De acordo com estudos e pesquisas realizadas por diversos especialistas, sugerem que alguns fatores proeminentes possam desencadear o surgimento do TOC, segundo Ana Beatriz Barbosa Silva, “os fatores envolvidos neste jogo são predisposição genética, situações de estresse, fatores neurobioquímicos, infecção por estreptococos beta-hemolíticos do grupo A, alterações hormonais durante a evolução da gravidez e após o parto, fatores psicológicos”. Como dito, são fatores hipotéticos para se explicar as possíveis causas da origem do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC).

Existe uma variação de sintomas que a pessoa venha apresentar, como por exemplos um dos mais vistos e conhecidos, (mania por limpeza, colecionamento, contagem, verificação, simetria e etc.).

O Transtorno Obsessivo-Compulsivo, e igualmente comum em homens e mulheres e frequentemente há aspectos anancásticos proeminentes na personalidade de base (CID-10).

Os primeiros sintomas surgem na infância ou no início da vida adulta, e não se distanciando, poderá ser acometidos por sintomas depressivos, como
também o surgimento da depressão e o TOC.

Em dias atrás, em conversa informal com uma pessoa com diagnóstico de TOC, a mesma relata que, “o dia que estou atacada, como estes dia atrás, lavei todas as paredes de minha garagem com rodo com espuma e buchinha
em baixo no rodapé”, e para dizer ainda “ minha roupas no guarda roupa e varal são separadas por cor e modelo” , e relata,” quando estou com fadiguinha, começo a arrumar uma coisa, já vejo outra vou fazer também”, “conferir á porta do carro e da casa por pensamento negativos”.

Estes relatos parecem ser atividades comuns, e realmente são, porém como foi dito, existe uma repetição na execução como também no tempo de realização, e, sobretudo a interferência na vida pessoa, e profissional.

Fui diagnosticado com TOC, o que farei?

O tratamento se conduz na quebra dos vínculos vicioso, ou seja, atividades ritualísticas, sendo estas ponderadas ou que realmente precisão ser realizadas continuamente, ou melhor, dizendo se há necessidade de serem feitas.

Junto ao tratamento se torna imprescindível a participação de médicos e psicólogos para evolução e superação dos sintomas.

Em suma, não existe, vivermos em um passado de angústia, ou que nos traz tristezas e preocupações exageradas para nosso presente, o que vale á pena ser lembrado, é o quanto sou feliz, e que minhas atitudes são necessárias primeiramente para o meu bem estar. Cuide-se, primeiro do seu interior, tudo se torna belo e agradável quando me sinto bem, e assim poderei olhar o mundo com outros olhos, e contemplar o quão maravilhoso tenho para existir.

Adilson Lisboa Tavares
Psicólogo
CRP. 18/03877
(66)99653-0235