Thiago Silva sobre Rondonópolis na ALMT: “estamos órfãos”
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Thiago Silva sobre Rondonópolis na ALMT: “estamos órfãos”

Fonte: Da Redação NMT
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Pré-candidato a deputado estadual, Thiago tem dividido a rotina em ações para o mandato de vereador e reuniões apresentando sua pré-candidatura ao legislativo estadual. Foto - Arquivo Pessoal

Vereador eleito com o maior número de votos, em 2016, na maior cidade do interior do estado, Thiago Silva (MDB) é pré-candidato a deputado estadual, em 2018, e ressalta que Rondonópolis precisa preencher um espaço vago na Assembleia Legislativa de Mato Grosso – ALMT. O jovem vereador confirma que tem dialogado com lideranças empresariais, comunitárias e com a população em geral, falando da proposta real de um mandato diretamente ligado as bases populares. Silva acredita que os rondonopolitanos não têm sentido respaldo prático no que vem sendo deliberado pelo legislativo estadual.

“Há uma lacuna de representatividade, estamos órfãos. Precisamos de deputados que realmente lutem, principalmente pela importância que temos no desenvolvimento do estado e que todos mato-grossenses reconhecem. Rondonópolis não tem tido essa representatividade. Penso em um projeto de Rondonópolis, que represente a cidade”, analisa. Thiago confirma que a ideia da sua pré-candidatura tem sido bem aceita pelas pessoas e ressalta que conta com respaldo partidário para seguir projetando a possibilidade de trocar de parlamento, a partir de janeiro de 2019.

“Desde que encerrou as eleições em 2016, estamos discutindo com o diretório do partido e com as lideranças da região sudeste um projeto para o MDB por aqui. Fui convidado a trabalhar esta pré-candidatura sobretudo pelos pequenos, os mais carentes, o que inclui o trabalho do nosso partido pela agricultura familiar e setores essenciais como a educação, que sempre foi uma bandeira nossa. Temos nos reunidos com a militância, com a sociedade em geral e com empresários, intensificando esta plataforma política transparente e participativa, que sempre fizemos na Câmara Municipal”, pontua.

Thiago acredita em mandato político com ligação direta com a população. Foto – Arquivo Pessoal

Da chamada “escola de Bezerra” – em referência ao modo de fazer política do líder maior da sigla no estado, o deputado federal, Carlos Bezerra (MDB), que preza pela visita constante e quase rotineira, em meio ao mandato, ao público identificado com sua ideologia – Thiago afirma que tem dormido tarde e acordado cedo para crescer o projeto ALMT, sem esquecer do trabalho vigente no legislativo municipal. “Tenho andado muito, dividindo as tarefas do meu mandato de vereador, mas também falando dessa pré-candidatura em pelo duas ou três reuniões por semana. Acordo seis da manhã e durmo depois da meia-noite todo dia. E preciso seguir isso com muita rigidez porque tenho que criar tempo ainda para minha família e para Deus, duas bases pessoais que não admito abandonar”, ressalta.

O pré-candidato ainda confirmou que a tendência do MDB é lançar uma chapa pura na proporcional, já que existem mais de 20 nomes bem cotados em suas regiões para a disputa das eleições para deputado estadual. Thiago, no entanto, afirma que coligar ainda é uma possibilidade. Sobre a resistência que muitos nomes em evidência na política estadual, como o atual governador, Pedro Taques, e a atual pré-candidata ao Senado Federal, Selma Arruda (PSL), que já se pronunciaram publicamente contra estarem no mesmo palanque do MDB pelo envolvimento de alguns dos seus membros em escândalos de corrupção, Thiago considera um discurso injusto.

“Quem erra não é o partido, mas alguns filiados. O MDB tem uma história muito bonita no estado e em Rondonópolis. Hoje não é só o MDB, mas em todos partidos eu duvido que não tenha algum membro filiado que não esteja envolvido em algum escândalo, analisando em termos de Brasil. Sou partidário, mas se for do meu partido e errar precisa pagar. Esse tipo de fala, negando um partido como um todo, é algo que não cabe. Não significa que porque um partido foi criado ano passado ele não tenha manchas de ilegalidades dentro os seus membros. Acredito que temos que trabalhar a conscientização geral da população, não só de políticos, para termos um país melhor”, diz.

Quanto a possibilidade do senador, Wellington Fagundes (PR), efetivar sua candidatura , que hoje ainda é só uma possibilidade, e virar o chefe do Executivo Estadual, Thiago considera que Mato Grosso teria uma gestão muito mais aberta ao diálogo do que a atual e que Rondonópolis seria muito mais prestigiada do que foi nos últimos anos. “O Wellington tem bastante experiência, conhece bem a estrutura política do Brasil e tem um trâmite muito bom nas esferas de poder. Ele é municipalista, que é algo que o Mato Grosso está precisando, ou seja, um governador que ouça os prefeitos e as bases, fazendo uma gestão participativa. Ele tem tudo isso, encaixa bem o perfil com a necessidade atual. Quanto a Rondonópolis, a verdade é que nos últimos anos fomos deixados de lado pelo Governo do Estado e isso vai além de Pedro Taques”, finalizou.