Testemunhas ressaltam lado generoso de Riva e ajuda que fazia a pessoas...
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Testemunhas ressaltam lado generoso de Riva e ajuda que fazia a pessoas carentes do estado

Empresário e ex-assessor ressaltam que a famigerada verba de suprimentos, que tem dado muitos problemas ao ex-homem forte do estado, era usada para ajudar pessoas

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Foto: Internet/G1

Ajuda completa em velórios de pessoas carentes, gastos sociais desenfreados com pessoas em vulnerabilidade social e até contribuições contantes com eventos religiosos. Estes foram os argumentos das testemunhas de defesa do ex-presidente da Assembleia, José Riva, para a justiça, nesta semana. Preso desde o ano passado, Riva responde a várias processos, dentre eles o derivado da Operação Célula Mãe, deflagrada em outubro de 2015.

A ação apura suposto esquema que teria desviado cerca de R$ 1,7 milhão da Assembleia, por meio de despesas fictícias para justificar os gastos com as “verbas de suprimentos”, que eram recebidas no gabinete do ex-deputado José Riva. A juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital, ouviu empresários que realizaram algum tipo de negócio com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, quando Riva era presidente, e até mesmo ex-servidores.

Confira alguns pontos:

Velórios

Proprietário da Agência Funerária Santa Rita, a testemunha Paulo Vinicius Pires Mendonça disse já prestou serviços funerários para a Assembleia Legislativa e chegou a firmar parceria com o ex-deputado José Riva.

“Com certeza eu atendia muito mais o gabinete do deputado Riva do que o dos outros deputados. Até mesmo pelo acordo que tínhamos”. Ao promotor Marcos Bulhões, Paulo reafirmou que, além dos serviços de homenagens póstumas, também chegou a prestar o serviço funerário, que ficava no valor de R$ 3.200 (velório completo popular).

Gastos Sociais 

O ex-assessor de Riva, Nelson Abdala, afirmou que a demanda de pedidos que chagava ao gabinete do então parlamentar era muito grande. “A maioria das pessoas que se deslocavam para Cuiabá, procuravam o gabinete do ex-deputado Riva”.

“É impressionante a carência do povo. O povo tinha o gabinete do Riva como uma forma de buscar auxílio. Quem resolvia era o gabinete e o deputado Riva. Pelo telefone celular, o deputado Riva resolvia problemas impressionantes. A população chegava no gabinete e pedida desde uma simples xerox até a uma passagem de ônibus”, disse ele.

Segundo Nelson Abdala, até os outros deputados orientavam os pedintes a procurarem o gabinete de José Riva. “Hoje os doentes do estado estão a mercê, pois não tem ninguém por eles”, relatou Nelson, ao comentar a quantidade de pessoas com problemas de saúde, do Estado inteiro, que procuravam o ex-deputado.

“Riva resolvia, mas não sei como ele conseguia isso. Fazia um trabalho social fantástico”. Em relação ao réu Geraldo Lauro, Nelson Abdala também fez elogios e disse não acreditar que o mesmo tenha desviado as verbas de suprimentos. “Cidadão excelente, assim como um bom pai de família”, testemunhou.

Ao promotor de Justiça Marcos Bulhões, Nelson Abdala afirmou que a verba de suprimento era comum a todos os gabinetes, para estas despesas não contabilizadas. Questionado sobre quais seriam estas “despesas não contabilizadas”, ele declarou que era uma verba usada para cobir “gastos em ações sociais”.

De acordo com o ex-assessor, quando surgiam estas demandas sociais (solicitação de passagens, fotocópias e outras coisas), os assessores procuravam os chefes de gabinete, que solucionavam as questões.

No entanto, Nelson Abdala não soube informar se havia a prestação das contas destes gastos com questões sociais. Ele também disse que não possui conhecimento sobre reuniões realizadas na Assembleia Legislativa entre os membros do suposto esquema, após o inicio das investigações pelo Ministério Público Estadual.

Fonte: Da redação com MidiaNews

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