Temer e Blairo Maggi lançam programa em resposta à Operação Carne Fraca
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Temer e Blairo Maggi lançam programa em resposta à Operação Carne Fraca

Fonte: Thiago Mattar
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Programa Agro Mais Integridade foi lançado na tarde desta terça-feira (12). Foto; Reprodução/NBR.

Nesta tarde de terça-feira (12), autoridades do setor agrícola brasileiro estiveram presentes no lançamento do “Programa Agro Mais Integridade”, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Na cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em Brasília, o presidente Michel Temer e o ministro Blairo Maggi discursaram sobre o agronegócio brasileiro, os reflexos da Operação Carne Fraca e a reforma da Previdência.

O selo “Agro Mais Integridade” será entregue às empresas que, além de terem um plano anticorrupção, tenham também sustentabilidade e responsabilidade social e trabalhista. Com o selo, segundo o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki, as empresas “poderão dizer para o Brasil e para o mundo que produzem dentro dos mais altos padrões de qualidade”. Ainda segundo Novacki, o comitê gestor liderado pelo ministério será definido até janeiro de 2018, para que no próximo ano possa haver a primeira premiação do novo selo.

“O Agronegócio é um setor de vanguarda!”, comemorou o presidente Michel Temer. De acordo com o presidente, o selo dá mais transparência ao setor, reconhece e valoriza o consumidor dos produtos do Agro brasileiro. “As boas práticas dos vários segmentos do Agro têm sido estimuladas pelo Blairo Maggi. Temos respeito pelo agronegócio do Brasil”, concluiu o presidente, que aproveitou a ocasião do lançamento para defender a votação, ainda este ano, da reforma da Previdência.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que o plano é resultado de uma provocação feita ao ministério em um de seus momentos mais difíceis como ministro – a Operação Carne Fraca. “Todos nós fomos pegos absolutamente de surpresa”. Ainda de acordo com Maggi, a crise da Carne Fraca já passou e isso se reflete no volume de vendas do setor de carne, que vai fechar o ano com 13% a mais do que no ano passado e 9% de aumento dos recursos financeiros trazidos para o país.

“O mercado internacional, o mercado nacional e os nossos consumidores olhavam para o nosso sistema de fiscalização, o sistema sanitário e identificavam alguns problemas como, por exemplo, a possibilidade da interferência política dentro do Ministério da Agricultura na área da fiscalização e na área da gestão”, reconheceu Maggi.

O ministro identificou que essa era a maior reclamação feita pelo mercado exterior. Por isso, a partir de maio serão feitas nomeações não-políticas nas superintendências federais do ministério. “Somente técnicos poderão opinar, com espaço para que os empresários não fiquem reféns de um grupo de fiscais dentro do ministério”, disse.

Agro x Indígenas
O evento foi marcado pela presença de ruralistas, prefeitos e deputados de Mato Grosso. Entre eles estava o presidente da Frente Parlamentar de Agricultura (FPA), o deputado federal Nilson Leitão (PSDB), que recentemente foi alvo de polêmica com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), que acusou a FPA de defender o avanço do agronegócio sobre terras indígenas.

Para Blairo Maggi, o Brasil dá um exemplo para o mundo de como fazer agricultura. De acordo com o ministro, apenas 9% do território brasileiro é utilizado para agricultura e 13% utilizado pelos indígenas. “Isso mostra o quanto o Brasil cuida dos seus índios e o quão pouco utilizamos para fazer agricultura”, defendeu Maggi, que encerrou dizendo que a agricultura é a âncora da política econômica do Brasil.