Taxa de Lixo: um problema 30% maior por decisão do prefeito
Supermoveis



Taxa de Lixo: um problema 30% maior por decisão do prefeito

Fonte: Da Redação
SHARE

Como não poderia deixar de ser, a sessão dessa semana na Câmara de Vereadores de Rondonópolis foi boa parte pautada pela discussão acerca da nova taxa de lixo que a Prefeitura se prepara para cobrar dos rondonopolitanos, em virtude da instalação recente do aterro sanitário. Conforme até o NMT publicou, a lei que embasa cobrança partiu do Executivo ainda em 2013 e o ex-prefeito, Percival Muniz, foi o responsável por decidir “preparar o terreno” para a privatização, tirando das costas do Município a obrigação, no entanto, repassando ao bolso dos contribuintes, em tese, um custo mais elevado do que seria um aterro totalmente administrado pelo Poder Público local.

Não deixa de ser verdade toda argumentação em defesa de Pátio de que não foi ele o criador da nova taxa, que todo o encaminhamento, na verdade, foi exigência de uma lei federal, ainda de 2010, que exige uma nova política de destinação de resíduos sólidos. Mas como bem se sabe, “o diabo mora nos detalhes”. Apesar de tudo ser uma exigência vinda de Brasília, os valores envolvidos são discricionários e foi ai que o gestor atual pecou. Da tabela aprovada em 2013, Pátio decidiu encorporar um aumento de cerca de 30% sem muita discussão com ninguém, a não ser sua própria equipe econômica e despachou um “decretão”.

Se de quatro em quatro anos a média de aumento for esta porcentagem, daqui a pouco essa taxa estará mais relevante aos bolsos das pessoas que o próprio IPTU. É importante o prefeito vir a público e dizer porque decidiu fazer isso, ou então, de fato, merece levar as críticas que está levando. Aí é preciso dizer: na cozinha, não interessa se você não foi o primeiro ou não a por sal na comida se a razão final de ter ficado salgada foi sua mão pesada quando ela estava quase pronta.

Montreal