Taques diz que não deixará que joguem nome de sua família no...
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Taques diz que não deixará que joguem nome de sua família no lixo

Fonte: Da Redação NMT
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Fala vem depois de dois primos, um deles seu ex-secretário, serem presos pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado - Gaeco. Foto - 24HorasNews

O governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), resolveu comentar as prisões dos primos, o ex-secretário da Casa Civil de sua gestão, Paulo Taques, e o irmão e sócio dele, Pedro Jorge Zamar Taques, que foram detidos em meio a segunda fase da Operação Bereré, denominada “Bônus”, por possível participações em um esquema que teria desfalcado, ao todo, mais de R$ 27 milhões de recursos públicos via Departamento Estadual de Trânsito – Detran/MT. O tucano reiterou respeito ao Judiciário, mas que não conhece o processo e por isso não esboçou opinião técnica. No entanto, indicou uma força oculta tentando prejudicá-lo e a sua família e garantiu que não vai deixar isso ocorrer.

“Estão querendo jogar o nome da minha família no lixo, e isso não vou permitir. Os adversários, aventureiros, aqueles que querem voltar ao passado, esses não preciso convencer. Me cabe falar ao cidadão. O nosso governo tem procurado fazer tudo o que é correto. Agora, eu não posso ser responsável por todos os atos de todos os servidores. Aliás, não sei nem se houve ato na nossa administração”, disse o governador. Em outro momento, pediu apuração. “Este fato precisa ser investigado, mas eu não costumo e não vou julgar as pessoas antes de conhecer o processo. Não conheço o processo, não li o processo. As pessoas precisam ter direito ao contraditório e à ampla defesa e, aí, o Judiciário vai decidir”, pontuou.

Sobre seu relacionamento com o ex-secretário e homem de confiança, Paulo Taques, que também já havia sido detido duas vezes por acusação de envolvimento na chamada “Grampolândia Pantaneira”, o gestor se esquivou e garantiu que não tem mantido contato com o parente. “Eu não converso com Paulo Taques há quase um ano. Não há nenhuma influência dele no Governo, tanto que todas as áreas [da Casa Civil] já foram preenchidas. Mas precisa provar qual ato foi esse. Qual ato o nosso Governo praticou de errado, de ilícito, de imoral, para que seja responsabilizado. Objetivamente é isso”, reafirmou.

Quanto os riscos eleitorais para o seu provável projeto de reeleição com o nome de sua família nas páginas policiais ou mesmo quanto a possibilidade das investigações o alcançarem, o governador se mostrou tranquilo e deixou o “julgamento” totalmente nas mãos dos mato-grossenses. “Isso quem vai avaliar é o cidadão no momento correto. Eu não tenho medo de julgamento. Não tenho medo de investigação. De absolutamente nada disso. Aliás, o processo é um instrumento de dignidade. Serve para condenar, mas também para absolver”, afirmou.

O ex-procurador da República, porém, colocou em suspeição a concretude de algumas denúncias que estão atingindo homens públicos atualmente no Brasil. “Mas é fato que hoje, no que se denomina pós-verdade, um grupo de WhatsApp que joga uma mentira se propala. Infelizmente, hoje ser político é a profissão mais perigosa que existe no Brasil”, finalizou.