Soja tem boa produtividade no Brasil, mas excesso de chuvas em Mato...
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Soja tem boa produtividade no Brasil, mas excesso de chuvas em Mato Grosso já traz prejuízos

Fonte: Por Notícias Agrícolas
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As projeções para a safra da América do Sul continuam chegando ao mercado e o destaque do consultor internacional Michael Cordonnier, em sua  última revisão, foram as produtividades em índices melhores do que o esperado para a soja preoce que vem sendo colhida no Brasil. Assim, a estimativa do consultor para a temporada 2016/17 foi mantida em 103 milhões de toneladas. 

“Do lado positivo, o clima tem se mostrado bastante favorável para esta safra e bons níveis de umidade para as lavouras que estão concluindo sua maturação e enchimento de grãos. As produtividades da soja precoce têm sido melhores do que o esperado. Em contrapartida, do lado negativo, há algumas áreas sofrendo com o excesso de umidade, as condições travam a colheita e as lavouras deverão ser colhidas só algumas semanas depois”, diz. 

Segundo uma matéria do portal Só Notícias, de Mato Grosso, em Lucas do Rio Verde os prejuízos por conta das chuvas já começam a aparecer, com a soja apodrecendo em campos do município. “Já tem soja pobre. Tem produtor que colheu 40% do avariado. Até pode ser usado para ração. As tradings toleram até 8%. A partir disso é descontado de 1 para 1. No final, acaba gerando um prejuízo de até 25% da colheita”, relata o presidente do Sindicato Rural do município, Carlos Simon, ao Só Notícias.

Já em Sorriso, também em Mato Grosso, uma pesquisa do Sindicato Rural mostrou que já há, aproximadamente, 35% da área colhida, com uma produtividade média das primeiras colheitas de 57,7 sacas por hectare. No entanto, as colheitadeiras estão a todo vapor para driblar os efeitos das chuvas que chegaram à região na última semana e que retornaram nesta quarta (25), mas de forma menos intensa. 

Segundo Laércio Pedro Lenz, as chuvas têm de fato, mantido mais lento o ritmo dos trabalhos de campo neste momento na região e as lavouras já começam a sentir. “Colhi áreas de até 63 sacas por hectare antes das chuvas, agora, isso caiu para 59 sacas. O grão já perdeu muito peso e isso é ruim, porque temos o mesmo volume de grãos, com menos peso”, explica. 

Cordonnier está viajando pelo estado e acredita que cerca de 15% da soja do estado e do Brasil Central, de forma geral, esteja em estágio de maturação ou formação de vagens e enchimento de grãos. “Há uita soja madura e esperando para ser colhida. E, aparentemente, boa parte das lavouras plantadas mais cedo já deveriam ter sido colhidas há algumas semanas. Alguns campos já apresentam uma coloração da soja que indica a incidência de fungos”, relata o consultor. 

No Mato Grosso do Sul, em Chapadão do Sul, as primeiras colheitas também têm sido bastante positivas, com boas condições de clima e de luminosidade nesta temporada. Na região, as primeiras áreas colhidas trouxeram produtividade na casa de 65 a 72 sacas por hectare, segundo informa o presidente do Sindicato Rural local, Paulo Buzolin. “Todos os produtores estão otimistas pelo vigor das lavouras. A produtividade pode superar as expectativas e essa produção de 7,8 milhões de toneladas de soja (em todo o estado) vai ser alcançada sem maiores problemas”, diz o presidente. 

Para Juliano Schmaedecke, presidente do Sindicato Rural de Maracaju, a safra 2016/17 de Mato Grosso do Sul é uma das melhores dos últimos anos. “Vamos depender das chuvas agora no final. Foi um ano bom, mas com alguns veranicos, o que é normal para o MS. A soja se enraizou bem, ficou mais baixa, mas bem carregado, e aguentamos melhor esse período recente de seca”, acredita. 

Previsão do Tempo
Segundo informações da Climatempo, deste dia 25 até 29 de janeiro, Mato Grosso ainda pode ter chuvas de até 70 a 100 mm, o que se estende para os demais estados do Centro-Oeste. Porém, seus especialistas acreditam que a forma como essas precipitações estão previstas, apesar de deixar o ritmo um pouco mais lento, irá permitir um avanço da colheita. 

“A semana deve seguir com previsão de pancadas irregulares sobre toda a faixa central do Brasil. Um padrão meteorológico muito parecido com o que vinha sendo registrado antes da ocorrência da invernada o que permite a colheita da soja em melhores condições”, informa a Climatempo.