Sindicatos contra a Reforma e precisando de Reforma
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Sindicatos contra a Reforma e precisando de Reforma

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Foto - OD

Entidades sindicais de Mato Grosso vão investir pesado e instalar 48 outdoors em 12 das maiores cidades do estado para pressionar os parlamentares federais com base eleitoral na unidade da federação a votarem contra a Proposta de Emenda à Constituição – PEC 287/2016 que trata da Reforma da Previdência. A iniciativa, de fato, acaba por dar voz a um anseio popular, já que notadamente a grande maioria das pessoas, segundo várias pesquisas já apresentadas, se põem contra as mudanças das regras para aposentadoria da forma como são defendidas pelo Governo de Michel Temer (PMDB)

De uma maneira geral, enfim, vê-se o investimento dessas entidades para a defesa da sociedade como um todo, o que inclui obviamente seus trabalhadores, e não para o enriquecimento e fortalecimento político das agremiações. Esqueçamos o ponto dos valores envolvidos em instalar quase 50 outdoors em espaços nobres de cidades extremamente valorizadas no quesito mídia, dinheiro é sabido que tem e de onde vem: do bolso dos trabalhadores, mas o ponto central é a própria credibilidade dessas instituições em quererem se por como o mocinho da história, porque não o são.

Ao mesmo tempo que o trabalhador contribui com valores mensalmente e obrigatoriamente descontados em sua folha de pagamento para alimentar a Previdência, que agora se apresenta como algo totalmente nebuloso em relação ao futuro, o mesmo ocorre com os impostos sindicais obrigatórios, ou, por acaso, os sindicalistas pensam que a população está satisfeita em dar dinheiro para agremiações? Existem líderes sindicais rotineiramente usando o peso de representar uma coletividade expressiva para fazer pressão em políticos para obter vantagens pessoais ou mesmo trabalhar por uma doutrinação ideológica de esquerda. É muito importante que estes saibam que TODOS SABEM DISSO.

Se é verdade que a população é contra a Reforma da Previdência, também é verdade que o povo não quer mais contribuir com sindicatos de maneira obrigatória e existe até uma PEC para que isso ocorra: a de número 36/2013. Mas habilidosos como sempre, os sindicalistas nacionais se mobilizaram e conseguiram que o projeto caísse nas mãos de um de seus maiores defensores e naturalmente o assunto morreu. O senador Paulo Paim (PT/RS) é o relator da PEC do Fim da Contribuição Sindical na Comissão de Constituição e Justiça – CCJ do Senado Federal e aparentemente não tem pressa nenhuma para andar com o assunto.

Em uma votação aberta no site do Senado, mais de 6 mil pessoas disseram querer ver acabada a contribuição sindical obrigatória, enquanto outros pouco mais de 150 querem que ela continue. Seria interessante os sindicatos trazerem também o tema à apreciação do público nos tais outdoors após a definição sobre a Reforma da Previdência, mas apesar de ter dinheiro de sobra para isso certamente esta discussão democrática não será fomentada. E viva hipocrisia…