Silval vê prisão absurda e insinua manobra de membros do seu Governo
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Silval vê prisão absurda e insinua manobra de membros do seu Governo

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Foto: Internet

A defesa do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) considerou “absurdas” as razões da decretação da segunda prisão preventiva decretada pela juíza Selma Rosane Santos Arruda. Nesta terça-feira, o ex-governador prestou depoimento aos promotores do Gaeco (Grupo de Ação e Combate ao Crime Organizado) sobre as possíveis fraudes na compra de uma área, por parte do Governo do Estado, pelo valor de R$ 7 milhões.

“O ex-governador foi preso meramente por ter assinado um decreto, o que achamos um absurdo”, disse o advogado Válber Mello.

Apesar de não ter acesso aos autos de toda a investigação, o advogado foi informado que o processo de desapropriação da área na região do Manso teria ocorrido de forma ilegal. Contudo, ele isenta Silval de participação no processo que deu legalidade ao fato. “Não chega a ele todo o procedimento. Chega apenas a minuta do decreto. Ele procedeu sua assinatura após passar por análises de todos os setores competentes”, destacou.

Valber considerou que a responsabilidade pela suposta fraude não pode ser atribuída ao governador, já que ele assinou o decreto por “confiar” na equipe de assessores que avalizaram a compra da área. “Impossível se decretar a prisão de um ex-governador por meramente assinar um decreto que seria um ato de ofício dele”, colocou.

O jurista ainda refutou a possibilidade de fuga por parte do ex-governador, conforme mencionou a juíza no decreto prisional. Ele destacou que o ex-governador já fez a entrega de seu parte quando foi deflagrada a “Operação Sodoma”, em setembro de 2015. “Não há razões para este temos da magistrada. Ele nunca se furtou a prestar esclarecimentos, sempre se apresentou espontaneamente, oficiou todos os órgãos de controle. Então, entendemos que a prisão é novamente ilegal e a defesa vai buscar a liberdade dele também neste caso”, declarou.

O advogado afirmou que o ex-governador recebeu a prisão com surpresa. “Ainda mais porque já está preso por apenas assinar um decreto. Assim como na operação Sodoma”, assinalou.

OPERAÇÃO SEVEN

Deflagrada ontem, a “Operação Seven” prendeu o ex-presidente do Intermat, Afonso Dalberto, o ex-secretário-adjunto de Administração, José Nunes Cordeiro, além do ex-governador Silval Barbosa e do ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf, que já se encontravam detidos.

Outros alvos foram os servidores da Secretaria de Meio Ambiente, Franciscal Akerley da Costa e Cláudio Takayuki Shida e o médico Filinto Correa da Costa, proprietário da área questionada.

A operação investiga o desvio de R$ 7 milhões dos cofres públicos na compra de uma área na região do Manso. Segundo o Gaeco, a área já pertencia ao Estado desde 2002, ou seja, teria sido vendida duas vezes.

Fonte: FolhaMax

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