Sesi-MT debate a importância do trabalho interdisciplinar e a rotina do ‘decorar’...
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Sesi-MT debate a importância do trabalho interdisciplinar e a rotina do ‘decorar’ nas escolas

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Redação/ Assessoria

Decorar os conteúdos ensinados na escola faz parte da rotina de muitos alunos, principalmente em período de provas. Mas esta prática, que limita o desenvolvimento do conhecimento pelos estudantes, pode ser mudada com a participação dos professores.

A afirmação é de Hamilton Werneck, doutorando, com pós-graduação em educação que participou do primeiro dia (16/07), do ‘Seminário Regional da Rede Sesi de Educação 2015’.

O encontro reúne mais de 200 professores, do Serviço Social da Indústria (Sesi-MT), que atuam em todos os níveis da aprendizagem, em Mato Grosso. Para Werneck, o trabalho do professor, tanto no individual quanto no conjunto, precisa ser resignificado.

“Ou seja, o que os alunos aprendem em sala de aula, precisa ter significado, que poderá ter seu conceito mudado de acordo com a cabeça de cada um. Se isso não acontece, entramos neste processo de decorar coisas que não se aplicam na prática Para isso é preciso envolver sentimento, criatividade, trabalhar conteúdo e ação. É isso que vai determinar como os alunos irão desenvolver os conteúdos após as aulas”, pontua.

Segundo o doutor em educação, a parte mais importante deste ensinar bem e avaliar melhor – tema de sua palestra – passa pelo trabalho conjunto entre professores de diversas disciplinas.

Ele usou os professores da Orquestra do Sesi-MT para exemplificar isso. “Não é possível trabalhar sozinho em sua disciplina e ter bons resultados como um todo.

A escola funciona como uma orquestra: se tiver bem regida ela funciona e tem resultado. Já com os músicos isolados, não há harmonia”, diz ele, que considera o Seminário importante para que os docentes percebam que existe uma engrenagem de atividades coordenadas e que eles não estão sozinhos.

Nesta mesma linha de entendimento sobre a rotina de memorização dos alunos, Marlon Trevisan, que ministrou a segunda palestra do dia, ‘Uma reflexão sobre a Educação Básica na contemporaneidade: o resgate da experiência/enfrentamentos necessários’, defende o ensino pela experiência, trazida pela filosofia.

“Toda experiência nos afeta e se transforma por nós. O ensino não é tão simples como estudar a teoria e aplicar na prática. Ela é muito mais que isso. Por exemplo, numa aula de geografia em que o professor anuncia que a aula será sobre Trópico de Capricórnio e ele apenas apresenta o conceito deste tema, não há experiência”, exemplifica.

Segundo o doutor em Educação, com experiência na área de ensino de língua portuguesa, artes visuais, sociologia da educação e da infância, há o saber universal e o saber docente.

“O que se aprende na escola é importante, mas o desafio é fazer com que a criança adquira o saber universal. Por isso as provas aplicadas atualmente, são diferentes de uma avaliação mais completa da aprendizagem”, destaca.

Conforme a gerente de operações do Sesi, Rosa Maria Brito, o desafio lançado no Seminário é melhorar cada vez mais o ensino oferecido nas unidades do Sesiescola.

“Este é um momento de reflexão para um cenário de crise, que requer mudanças. E a mudança passa pelo pensamento e planejamento. Por isso, este é um importante momento para focar na prática pedagógica e dar o tom para estes profissionais, que tem um grande compromisso, por serem a referência dos alunos”, frisa.

O ‘Seminário Regional da Rede Sesi de Educação 2015’, segue até sábado (18/07), com oficinas e palestras.

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