Rota do Oeste e Dnit provaram de perto a ira popular…
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Rota do Oeste e Dnit provaram de perto a ira popular…

Audiência foi marcada por cobranças fortes por parte da plateia a representantes públicos e dos órgãos ligados a gerência da BR

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Audiência lotou as dependências da Câmara Municipal de Vereadores

A audiência pública deste início de semana, ocorrida na Câmara Municipal de Vereadores de Rondonópolis, se não serviu para dar todas as soluções que a BR 364 precisa, especialmente no trecho que sai da maior cidade da região sul até Cuiabá, ao menos deu voz à população para que ela pudesse por, ao menos um pouco, parte de toda sua indignação para fora. Por outro lado, diretores do DNIT e da Rota do Oeste, que até outro dia empurravam um ao outro a responsabilidade de tapar os buracos do trecho, foram obrigados a se manifestar publicamente.

Com a batuta na mão, o proponente do evento, o senador José Medeiros, inverteu o protocolo e ao invés de deixar o povo para falar por último, pôs a plateia para falar primeiro. As cobranças foram muitas, em certos momentos era nítido ver que pouca coisa faltava para que xingamentos saíssem da boca daqueles que pegavam o microfone na mão. Um dos momentos mais marcantes da audiência (Vídeo no Fim do Texto), foi quando um cidadão, ao finalizar uma fala emocionada, pôs um nariz de palhaço, sendo amplamente apoiado pela maioria presente. Antes, ele havia dito, também com apoio das pessoas, que a presidente Dilma Rousseff e o ministro dos transportes deveriam responder criminalmente como homicidas pelo descaso com a rodovia que corta Mato Grosso.

Apesar do descontamento com toda classe política ser um fato, alguns políticos parecem que vestem melhor a carapuça de “culpados”. O senador Wellington Fagundes (PR), que nem na audiência estava, foi lembrado com vaias, quando seu representante, o ex-vereador José Márcio Guedes, pegou a palavra. No mais, ficou claro que tapar os buracos é responsabilidade da Rota do Oeste. Já a tão famigerada duplicação, é coisa para o DNIT. Este último, por sua vez, não pode dizer, mas a verdade é que o Governo do PT fechou todas as torneias e mandou tirar o “pé” e enquanto isto pessoas morrem.

Dito isto, talvez quem mais devia ouvir a insatisfação popular e quem mais devia provar do gosto amargo da humilhação pública, por poder resolver e não o fazer, não estava ali. Mas quem sabe um dia pague por tudo isso, nem que demorar mais uns dois anos, lá por 2018. Enquanto isso, que a sorte nos ajude e por mais macabro que possa ser tratar assim: “que o mínimo possível de pessoas morram”.

 

Montreal