Rondonópolis perde mais de R$ 24 milhões para Fundos Partidários
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Rondonópolis perde mais de R$ 24 milhões para Fundos Partidários

Fonte: Da Redação NMT
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Projeto aprovado no fim de 2017 pelo Congresso com os votos favoráveis de Wellington Fagundes (PR), Ságuas Moraes (PT), Ezequiel Fonseca (PP) e Victório Galli (PSL) tirou mais de R$ 24 milhões de uma emenda coletiva que está chegando à cidade. Foto - Montagem NMT/ Contribuição MidiaNews

A emenda coletiva da Bancada Federal de Mato Grosso, composta pelos oito deputados federais e três senadores do estado, foi boa parte direcionada para a cidade de Rondonópolis, em 2018. A indicação impositiva, ou seja, que o Governo Federal tem obrigação de cumprir, fará a Prefeitura da maior cidade do interior ter acesso a recursos na ordem de exatos R$ 56.873.247,00, oriundos do Ministério das Cidades, para serem exclusivamente utilizados em infraestrutura urbana.

Apesar de parecer uma boa notícia, o montante era para ser bem maior, mas um projeto aprovado no fim de 2017 no Congresso Nacional e que deu reforço ao Fundo Partidário de quase R$ 2 bilhões, somando ao R$ 1 bilhão já previsto, teve como fonte de orçamento parte do dinheiro de emendas parlamentares. Isso fez reduzir o valor total das emendas em torno de 30% e a indicação a Rondonópolis, que totalizava R$ 81.247495,00 caiu mais de R$ 24 milhões.

Na votação da Câmara Federal, em outubro, votaram a favor da criação do Fundo Partidário e consecutivamente da perda milionária de Rondonópolis os deputados federais, Ságuas Moraes (PT), Ezequiel Fonseca (PP) e Victório Galli (na época PSC, mas hoje PSL). Os deputados federais de Mato Grosso que não acharam conveniente o uso de mais verba pública para financiar campanhas eleitorais no Brasil  foram Fábio Garcia (Na época PSB, hoje DEM), Adílton Sachetti (Na época PSB, hoje PRB) e o suplente então suplente de Valtenir Pereira (Na época PSB e hoje MDB), Rogério Silva (MDB). Nilson Leitão (PSDB) e Carlos Bezerra (MDB) não compareceram para votar, sendo que o segundo alegou uma gripe.

No Senado Federal, o único dos três mato-grossenses a validar a retirada dos recursos de emenda para engordar o fundo foi Wellington Fagundes (PR), que é líder partidário e tem base eleitoral em Rondonópolis. José Medeiros (Pode), hoje líder da bancada federal, e Cidinho Santos (PR), foram contrários a proposta trabalhada pelo polêmico senador, Romero Jucá (MDB/RR). Jucá, aliás, famoso pela habilidade legislativa, desvirtuou um projeto do senador por Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), que previa o fim do horário obrigatório na TV e Rádio, utilizando o dinheiro que é repassado as emissoras para custeamentos dos projetos políticos.

Apesar de 30% menor, a expectativa dos parlamentares é que os mais de R$ 56 milhões sirvam para dar infraestrutura de acesso e trafegabilidade aos quatro distrito industriais de Rondonópolis: Paulo Cabral, Augusto Bortoli Razia, Fabrício Vetorasso Mendes e o micro-distrito, Anézio Pereira de Oliveira, que fica na Vila Operária.