Rodrigo Maia condena tentativa de invasão à Câmara
Supermoveis


Macropel

Rodrigo Maia condena tentativa de invasão à Câmara

Fonte: NOTÍCIAS DE MATO GROSSO com Agência Câmara
SHARE

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, condenou a tentativa de invasão na tarde desta terça-feira (18), durante manifestação da União de Policiais do Brasil, entidade que reúne várias entidades de várias categorias de segurança pública. Eles protestavam contra a reforma da Previdência (PEC 287/16).

De acordo com Maia, a atitude dos policiais não foi correta por tentar intimidar os parlamentares. “Vamos continuar debatendo e dialogando, mas não precisa quebrar o patrimônio público. Vamos manter o diálogo com quem quer o diálogo”, disse. Durante o protesto, foram quebrados vidros de uma das entradas da Câmara.

Para Maia, a tentativa de invasão prejudica a imagem da polícia perante a sociedade. “Se chegamos a esse ponto em que a polícia quebra o patrimônio público, invade o Parlamento sem necessidade, qual a sinalização que vamos dar ao cidadão? Que a gente tem uma polícia que, em vez de defender, ataca? Essa sinalização é ruim para a corporação”, criticou.

Reivindicação
Alguns invasores foram detidos, mas ainda não tiveram os nomes divulgados. De acordo com o deputado Major Olímpio (SD-SP), uma pessoa foi conduzida para o Departamento de Polícia Legislativa da Câmara, mas não ficou comprovada a participação na depredação dos vidros.

“Alguns milhares de policiais, da forma mais justa e legítima, estavam posicionados no gramado, fazendo uma manifestação. Algumas lideranças quiseram entrar para protocolar um pedido de afastamento do relator”, afirmou Major Olímpio.

Vice-líder do DEM, o deputado Pauderney Avelino (AM) criticou o protesto. Para ele, é preciso dialogar e buscar um entendimento. “Foi uma baderna. O protesto foi lamentável. Acho que é legítimo, é democrático, mas não dessa forma. Se for feito o diálogo, podemos chegar a entendimentos, como estamos chegando a [outros] entendimentos.”

O líder da Minoria na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou que o ambiente de radicalização política é de responsabilidade do governo federal. “O governo está levando o País para a radicalização e a convulsão social, pois quer fazer a reforma na marra. O trabalhador, seja da Polícia Civil ou de outra categoria, está tendo seu direito suprimido. Vai fazer o quê? Vai lutar, e aí começa o conflito”, disse.

Trabalhos mantidos
Alguns deputados rejeitaram a manutenção da sessão plenária desta terça-feira. “É preciso suspender a sessão diante do enfrentamento desnecessário que ocorreu. A Câmara não pode objetar a entrada de ninguém da sociedade”, afirmou Bebeto (PSB-BA).

Montreal