Robgol relembra proposta do Verdão, inicio de Dani Alves e fala da...
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Robgol relembra proposta do Verdão, inicio de Dani Alves e fala da vida atual

Fonte: Jorge Sauma, Ingo Muller e Kaio Rodrigues*
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No currículo invejável de Robgol tem o Santos
de Diego e Robinho e o Paysandu que fez história ao vencer o Boca Juniors em
plena Buenos Aires, pela Copa Libertadores. Agora, aos 47 anos, o ex-jogador vive
o saudosismo de relembrar todas as boas histórias vivenciadas no mundo da bola
e revela que tentar a carreira de agente de atletas juntamente com um amigo que
conquistou no tempo em que atuou no Japão, no Oita Trinita. 

 

– Eu estou com algumas ideias, venho conversando com
o Tinho, que é meu amigo desde quando jogávamos juntos, e disse para ele que
tinha vontade de fazer um curso de gestão esportiva. Desde ai a gente vem
programando isso para acontecer em breve. Em paralelo, eu tenho o meu trabalho,
em parceria com um agente FIFA, que é o Cláudio, que foi meu tradutor no Japão,
e nós estamos agenciando alguns jogadores. Sabemos que no Norte tem muito
garoto com qualidade, porém, eles não ganham oportunidades. Então com esse
contexto a gente espera ajudar muitas pessoas – explicou.

 

A vida fora de campo está encaminhada em
todos os aspectos, inclusive financeiro, mas, claro, não repete o mesmo sucesso
quando estava dentro dos gramados. Robson recorda uma de suas melhores fases na
carreira. Foi no Paysandu em 2003, quando o clube paraense disputava a Série A
e ele era artilheiro do campeonato ao lado de Deivid, à época no Cruzeiro.
Segundo o ex-jogador, o Palmeiras procurou a diretoria do Papão para tentar levá-lo.
A contrapartida do Porco envolvia ninguém menos que Vagner Love, ainda dando os
primeiros passos. 

 

– Antes de ir para o Japão o Palmeiras me procurou.
Um diretor veio para Belém, conversou comigo. Eles precisavam de um homem gol.
Estavam na Série B do Brasileiro e queriam o acesso a todo custo. O Palmeiras
fez uma proposta financeira para o Paysandu e em contrapartida, para me levar,
oferecia mais quatro jogadores, sendo um deles o Vagner Love, mas o (Arthur) Tourinho
(presidente do Paysandu na época) não gostou muito e não houve o acordo. Eu
queria ir, porque era o Palmeiras, eu queria ajudar, escrever uma nova
história. Como não vingou tudo bem. Permaneci no clube e só depois fui para o
Japão. No caso do Vagner, ele acabou ficando por lá, começou a fazer gol e
depois todos sabem da história dele né? Chegou a seleção e teve uma carreira
vitoriosa. Coisas do futebol e só Deus sabe o que vai acontecer – revela. 

 

Quem também aprendeu um pouco com o
ex-jogador foi Daniel Alves, lateral-direito da Seleção Brasileira e do
Juventus. Amigos desde o começo dos anos 2000, quando a dupla jogava pelo
Bahia, Robson revela que o então menino já demonstrava personalidade forte e “brigava”
pelas cobranças de faltas com os medalhões do time Nonato, Pretto e Sérgio Alves. 

 

– Quando eu estava no Bahia o Daniel (Alves) treinava conosco
no profissional. Ele havia acabado de subir da base. É um cara fantástico e do
bem. A Seleção foi jogar em Natal e ele me convidou pra assistir e me chamou
para ir assistir jogos na Europa. Falou para eu ir pra casa dele. ‘Só pega um
avião e deixa o resto comigo’. Eu disse que ia, mas tenho muita preguiça desses
deslocamentos (risos). Acredito que seja por causa de quando era jogador e viajava
muito, e a gente acaba criando até medo de avião, de viagens. Então, voltando a
falar sobre o Daniel, é um cara que tenho um carinho enorme. A reciproca é
verdadeira, pois a gente até hoje conversa por whatsapp. O que admiro nele é a
personalidade forte, desde a base. Eu e o Pretto batíamos as faltas e ele já
queria bater. Com 17 e 18 anos brigava com a gente e ficava com raiva porque a
gente não deixava. Só não se metia nos pênaltis porque eu era o batedor
oficial. Então essa personalidade o ajudou. No ano seguinte foi para o Sevilla
e Deus o abençoou com essa linda trajetória – finalizou. 

 

 

 

 

 

 

 

*Kaio é estagiário do GloboEsporte.com