RESPOSTA: Líder comunitário se esquiva e diz que “pessoas” é que o...
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RESPOSTA: Líder comunitário se esquiva e diz que “pessoas” é que o querem candidato

Fonte: Da Redação NMT
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Foto - Arquivo Pessoal

O NMT postou, nos últimos dias, um texto no espaço “chicote” apontando que interesses pessoais e eleitoreiros, focando o pleito municipal de 2020, estariam atrapalhando a união e a credibilidade do grupo que se reuniu e tem se mobilizado para levar melhorias à região do Sagrada Família, uma das mais carentes da cidade em infraestrutura. Um dos citados foi Paulo Shuch, que no próximo ano assumirá a presidência do bairro e que, segundo pessoas ouvidas pelo NMT, almeja ser vereador. Ele entrou em contato com a Redação para esclarecer o fato. Embora não descartou a intenção, se defendeu dizendo que seu foco atual é apenas ajudar a localidade onde reside e esclareceu que são as pessoas que estão lhe cobrando ingresso na carreira política.

“O bairro Sagrada Família tem mais de sete mil moradores e as pessoas estão vindo no meu privado (canal de mensagem direto nas redes sociais) e falando pra eu ser candidato a vereador. Eu tenho dito: gente, deixa isso pra lá. Vamos trabalhar no nosso foco que é trazer infraestrutura pro bairro. Agora, se for para acontecer (candidatura) vai acontecer naturalmente. Mas não tenho intenção de estar a frente por isso. Não temos grupo rachado, como colocaram, é um pessoal unido em prol do bairro”, esclareceu.

Schuh afirmou, inclusive, que o movimento não aceita interferências eleitoreiras em suas discussões. “Nós do Sagrada Família temos três grupos oficiais de WhatsApp e não admitimos que alguém postasse algo sobre política nas eleições passadas. As pessoas que postavam eram até retiradas do grupo. O interesse desse grupo é ajudar o bairro. Eu, Paulo Schuh, não é que eu arrumei o problema de falta de água, por exemplo. Acontece que fizemos um manifesto, andei com o engenheiro do Sanear até uma hora da manhã aferindo pressão da água e algumas coisas encaminharam. Então, a gente tem sim um pouco de participação, mas não como postaram que eu resolvi o problema da água”.

O líder de bairro disse que quanto a foto postada no Facebook, atribuindo à sua imagem a solução do problema de falta de água na região, não foi proveniente de um amigo meu. Por fim, ele explicou que a Live que faz semanalmente nas redes sociais é unicamente para apresentar os problemas dos bairros da cidade e reiterou que seu futuro, político ou não, estará nas mãos e no querer das pessoas do seu bairro. “Vamos trabalhar, se chegar lá na frente, amadurecer a ideia e a comunidade achar que eu tenho que sair candidato, aí é outra coisa, mas não tem nada a ver agora. Até porque eu peguei nojo dos políticos, da política não porque pode ser uma coisa boa”, disse.

Filiado já há alguns anos ao PMN, Paulo disse que irá pedir desfiliação. Quanto a situação caótica da região do Sagrada Família e dos manifestos mais incisivos, inclusive na porta da casa do prefeito Zé Carlos do Pátio, recentemente, a liderança sinalizou que faz parte de um momento extremo de agonia da população, que tentou a solução de maneira mais pacífica. “Estamos abandonados. Tem algumas ruas abaixo do Sesc que o morador não consegue sair de casa com seu carro por causa da erosão. Conversamos pra tentar fazer um paliativo, mas aí fica enrolando a coisa. Por isso fazemos o manifesto. Se não vai por bem, vai por mal”, finalizou.