Representante de empresas de recrutamento pede retirada do trabalho temporário da reforma
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Representante de empresas de recrutamento pede retirada do trabalho temporário da reforma

Fonte: NOTÍCIAS DE MATO GROSSO com Agência Câmara
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O presidente da Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado (Fenaserhtt), Vander Morales, defendeu a retirada completa do trabalho temporário do projeto de reforma trabalhista.

Ele informou que esse tipo de trabalho já é regulamentado em lei ( 6.019/74) e não é terceirização. “O modelo previsto em lei é bastante rígido, tem fiscalização direta do Ministério do Trabalho e destina-se a atender demandas esporádicas da indústria e no comércio”, explicou.

A entidade representa cerca de 2 mil empresas de trabalho temporário. As contratações, segundo Morales, são agilizadas usando as empresas do setor que já fazem uma pré-seleção dos candidatos. “São quase como agências de emprego privadas porque orientam o trabalhador a como fazer o currículo e como se comportar numa entrevista”, informou.

Ele avaliou que a contratação direta de trabalho temporário geraria a precarização desses contratos. “O temporário recebe o mesmo que o trabalhador fixo e tem todos os direitos, como décimo- terceiro salário e férias proporcionais”, acrescentou.

O presidente da federação também disse que o trabalho temporário é uma ótima forma de ingresso no mercado logo que a economia se estabilize. “O empregador se sente mais confortável em contratar nessa modalidade até ter segurança da retomada do crescimento”, destacou.

Ele informou que a maioria dos contrato

s de trabalho temporário são feitos com jovens no primeiro emprego. “Assim, os jovens adquirem experiência e têm mais chances de conseguir um emprego fixo”, afirmou.

Terceirização
Presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio, Conservação, Trabalho Temporário, Prestação de Serviços e Serviços Terceirizáveis no Distrito Federal (Sindiserviços), Maria Isabel Caetano dos Reis disse ser contrária à ampliação da terceirização e do trabalho temporário. “Não queiram tirar vantagem daqueles que não têm condições de dizer não às empresas”, criticou.

Maria Isabel defendeu mais qualidade nos contratos de emprego dos terceirizados. “As empresas quebram e nós não recebemos nada”, lamentou.

Eles participam de audiência pública sobre trabalho temporário na comissão especial que analisa a reforma trabalhista.  

A audiência prossegue no plenário 2

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