Relator diz que Favreto foi “induzido ao erro” e mantém Lula preso
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Relator diz que Favreto foi “induzido ao erro” e mantém Lula preso

Fonte: Da Redação com G1
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Foto - GazetaDoPovo

O desembargador federal, João Pedro Gebran Neto, relator dos processos da Lava Jato em segunda instância, determinou que não seja cumprida a decisão do plantonista Rogério Favreto, que mandou soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na manhã deste domingo (8). A decisão acaba por dar fim ao impasse criado e a disputa jurídica formada entre Fraveto e Sérgio Moro, da primeira instância, em Curitiba, onde o petista está preso, que havia negado cumprimento de soltura. Segundo Gebran, Fraveto foi induzido ao erro “induzido ao erro” pelos impetrantes, ou seja, os três deputados federais petistas que entraram com o Habeas Corpus na última sexta-feira (6).

“DETERMINO que a autoridade coatora e a Polícia Federal do Paraná se abstenham de praticar qualquer ato que modifique a decisão colegiada da 8ª Turma”, diz o texto de Gebran. Pouco antes, o desembargador federal plantonista Rogério Favreto decidiu conceder liberdade a Lula. O petista foi condenado no processo do triplex, no âmbito da Operação Lava Jato, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Em seguida a Fraveto, o juiz Sérgio Moro afirmou que o desembargador não tem competência para mandar soltar Lula. De acordo com o magistrado, caso ele ou a autoridade policial cumpra a decisão, estará “concomitantemente” descumprindo a ordem de prisão do Colegiado da 8ª Turma do TRF-4. Favreto teria ligado na sede Superintendência da Polícia Federal e aos berros exigido o cumprimento da sua decisão. Para esfriar a guerra jurídica e resolver o impasse, Gebran afirmou afirmou, dentre outras coisas, que não existe fato novo para apreciação de novo habeas corpus.