Reforma administrativa em MT só será analisada após as eleições
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Reforma administrativa em MT só será analisada após as eleições

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Foto:Assessoria.

O deputado Dilmar Dal’ Bosco (DEM) revelou que a reforma administrativa proposta pelo Poder Executivo só deverá ser votada após as eleições municipais. Isso porque a proposta que deverá fazer ajustes ‘drásticos’ – como revelou o secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques – pode ser usada com intenções eleitorais pelos candidatos adversários de Wilson Santos (PSDB).

As declarações foram dadas na manhã desta quarta-feira (24). De acordo com o democrata, a reforma deve ser amplamente discutida e debatida na Assembleia. Contudo, caso seja posta em votação antes do desfecho das eleições municipais, ela pode ser usada contra o candidato apoiado pelo governador Pedro Taques (PSDB). “A reforma, no meu ponto de vista, só poderá ser votada depois das eleições, pois se ela for votada antes, isso fará com que haja um desgaste desnecessário com as eleições municipais. Isso pode ser usado por algum colega para desgastar ou reforçar o nome de um ou de outro. Para que tenhamos êxito em sua aprovação, ela precisa ser separada da questão eleitoral”, pontuou.

Para isso, o novo líder do governo na Assembleia deverá se reunir com o seu antecessor e candidato a prefeitura de Cuiabá, além do próprio governador e demais líderes da gestão Taques. “Eu ainda não me reuni com o Executivo para debater a reforma administrativa, mas acredito que no momento certo o governador irá me chamar, pois isso é muito importante para o Estado”.

O secretário-chefe da Casa Civil já havia revelado que a minuta de lei que trata da reforma administrativa seria enviada à AL até a última semana de agosto. Além disso, Taques adiantou que os cortes nas secretarias serão drásticos. “Pretendemos fazer alterações em autarquias, fusões, enfim, mas não avançarei nesse assunto, não por ser um segredo de Estado, mas porque há pais de famílias que podem ficar preocupados com possíveis cortes. Vamos parar algumas coisas para priorizar salário, Saúde, Segurança e Educação. Cortaremos onde puder cortar, o governador já pediu cortes em todas as secretarias. Não podemos ter gastos secundários, tudo será enviado às prioridades”.

A proposta de reforma administrativa já vem sendo prometida pelo Executivo desde o mês de junho. Os primeiros adiamentos se deram por conta da crise enfrentada com os servidores públicos do Executivo, que entraram em greve geral em busca do pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA).

Fonte:A Gazeta.

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