Reeleito, Paniago ressalta papel social da OAB e preocupação acadêmica
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Reeleito, Paniago ressalta papel social da OAB e preocupação acadêmica

Fonte: Da Redação NMT
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Apoiado pelo presidente da OAB/MT, Leonardo Campos, também reeleito, Paniago (à esquerda) falou sobre os deveres da OAB ao NMT. Foto - Arquivo Pessoal

O atual presidente da 1ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB/Rondonópolis, Stalyn Paniago Pereira, foi reeleito, ontem (23), para o triênio 2019/2020/2021. A chapa liderada por ele, a“OAB Para Todos”, recebeu 403 votos, contra 241 da segunda colocada e 45 da terceira. Em fala com o NMT, já neste sábado (24), Paniago elencou a importância social dos posicionamentos da OAB frente as demandas da sociedade onde está inserida e mostrou preocupação com a formação acadêmica jurídica no Mato Grosso e no Brasil.

Especificamente quanto ao papel social, Paniago ressaltou a importância da agremiação seguir tendo voz ativa. “Em nossa subseção de Rondonópolis, nós entendemos que a Ordem dos Advogados do Brasil deve seguir levantando sua bandeira de representatividade, não somente em favor dos advogados e advogadas que representa, mas em favor de toda sociedade. O momento que vivemos no âmbito político brasileiro deve ser aguardado respeitando as regras da democracia, previstas na Constituição”, pontuou.

Com 20 anos de atuação na advocacia e desde 2016 presidente da OAB/Rondonópolis, Paniago confessou que corrobora de uma preocupação nacional quanto a criação desenfreada de novos cursos de Direito. “Há uma preocupação da OAB em relação a qualidade dos cursos já vigentes e dessa constante criação de novos cursos no âmbito de todo Brasil, não somente no nosso estado. A nível de Conselho Federal, há uma bandeira levantada procurando intervir na criação destes novos cursos pela preocupação da qualidade do ensino jurídico no país”, confirmou.

O presidente, porém, fez questão de esclarecer que essa defesa nada tem a ver com uma prática de reserva de mercado, mas sim pela necessidade de constante evolução de conhecimento do setor como um todo. “Nós não temos a preocupação exclusiva no número de cursos, até porque o ensino superior é necessário e bom para toda sociedade. No entanto, nós queremos que os órgãos competentes, no caso o Ministério da Educação, sempre tenha responsabilidade e sempre possa fazer com que os cursos sejam criados com uma contrapartida de qualificação, para que haja a objetivação central de aprimorar, principalmente no nosso caso, as instituições jurídicas”, pontuou.

Paniago afirmou que a prática muito comum de abrigar até 100 alunos numa mesma sala, existente em muitas instituições de ensino superior que ofertam cursos de Direito, é algo condenável por comprometer diretamente a qualidade de aprendizado daquele público acadêmico. “Existe uma preocupação crescente, porque isso, sem dúvida, prejudica a qualidade do ensino jurídico. O mercado permite que novos advogados sejam inseridos na sociedade, mas de maneira responsável, até para que possa haver a qualidade dos serviços ofertados que é certamente o principal interesse da própria sociedade”, finalizou.