Reclamar é viver: recorde polêmicas que marcam Flamengo x Vasco
Fullbanner1



Reclamar é viver: recorde polêmicas que marcam Flamengo x Vasco

Fonte: Globoesporte.com
SHARE

Vasco e Flamengo empataram em 2 a 2 neste domingo, mas um dos personagens do jogo foi o árbitro Luis Antônio Silva Santos. No fim do jogo, Índio, como é conhecido, marcou um pênalti inexistente a favor do Vasco após a bola bater na barriga de Renê e foi afastado por tempo indeterminado pela Federação de Futebol do Rio de Janeiro. No mesmo jogo, ele se envolveu em polêmica ao levar um encontrão de Luis Fabiano e o expulsá-lo.

Recentemente, tivemos o gol do título carioca do Flamengo em 2014 feito por Márcio Araújo, que estava impedido, revoltando os cruz-maltinos. No mesmo ano, Douglas, do Vasco, bateu falta, a bola bateu no travessão, entrou e o juiz não deu o gol.

Além dos erros de arbitragem, outros capítulos marcaram o clássico e rendem discussões até hoje. O GloboEsporte.com lembrou alguns dos jogos que deram pano para manga. Confira!

PODE ISSO, ARNALDO?

Começamos, é claro, com o lance crucial do clássico de domingo, em Brasília. Nos acréscimos, Nenê cruza, a bola bate na barriga de Renê e o árbitro dá pênalti. O próprio Nenê cobra e empata o confronto.

MÁRCIO ARAÚJOEm 2014, Vasco e Flamengo decidiram o título do Campeonato Carioca. O Cruz-Maltino estava garantindo o título até os 45 minutos da segunda etapa, quando, Márcio Araújo, impedido, deu a taça ao Rubro-Negro. Do lado rubro-negro, Felipe tirou onda: ‘Roubado é mais gostoso”.  

ENTROU? NENHUM JUIZ VIU

Ainda em 2014, o Vasco reclamou muito de um gol não validado. O meia Douglas bate falta, a bola bateu no travessão e quicou 33 centímetros além da linha de fundo. Mesmo com um auxiliar ao lado, a arbitragem não validou o gol. O Flamengo venceu por 2 a 1.

PÊNALTIS IGNORADOS

Vasco e Fla empataram nos dois confrontos do Brasileirão de 2011. Os cruz-maltinos brigavam ponto a ponto com o Corinthians pelo título e foram prejudicados nas duas partidas contra o maior rival, ambas apitadas por Péricles Bassols. Ele ignorou pênaltis nos dois confrontos. No primeiro, que acabou 0 a 0, Léo Moura derrubou Bernardo na área já nos últimos minutos da partida.

Na segunda oportunidade, já na última rodada, o puxão de Willians na camisa de Diego Souza também não foi marcado.

GOL MAL-ANULADO

O Vasco foi campeão da Taça Guanabara de 2003, mas o Flamengo desta vez ficou na bronca. Athirson teve um gol mal anulado, que daria o troféu ao rubro-negro. O jogo terminou com expulsões dos dois lados, revolta rubro-negra com a arbitragem e irritação de Pet – que estava no Vasco – com os companheiros que pintaram seu cabelo.

LADRILHEIRO 

O Flamengo tinha um timaço, que viria a ser campeão do mundo alguns dias
depois do jogo, e larga vantagem na final do Carioca de 1981, por ter vencido dois turnos, contra um do rival. O Vasco tinha uma equipe mais modesta, mas que
contava com o artilheiro Roberto Dinamite. Nas duas primeiras partidas da decisão, o Cruz-Maltino levou a melhor: 2 a 0 e 1 a 0. No terceiro e decisivo jogo, o Flamengo abriu 2 a 0, mas o Vasco diminuiu e passou a pressionar em busca do empate. Aos 39 minutos do segundo tempo, um Roberto, que não era o Dinamite,
invadiu o campo e esfriou a reação vascaína. Roberto Passos Pereira,
torcedor do Flamengo, entraria para o folclore do clássico como um de
seus protagonistas, e esta decisão passaria para a história como “A final
do Ladrilheiro”

O GRAVADOR DE WRIGHT

O jogo em si nem foi tão polêmico, mas esta partida ficou marcada porque o
árbitro José Roberto Wright trabalhou com um gravador, para mostrar o que
era dito durante os 90 minutos. Na reportagem, que foi ao ar depois no
Esporte Espetacular, é possível ver e ouvir Wright discutindo com
Geovani, do Vasco, e mandando Zico calar a boca. O Flamengo venceu por 1 a 0 e acabou campeão da Taça Guanabara de 1982.

COCADA

A final do Carioca de 1988 ficou marcada pelo gol de Cocada, que deu o título ao Vasco no fim da partida. Na comemoração, o lateral provocou o banco rubro-negro. Na sequência, Renato e Romário se estranharam, dando início a uma briga generalizada. Ao fim do jogo, Cocada afirmava que seria lembrado por muitos anos por causa do feito. Até hoje, ele é o último herói de uma conquista do Vasco sobre o Flamengo.

APAGÃO

O jogo da Taça Guanabara de 1989 não era decisão, mas
nada que envolva Vasco e Flamengo é simples ou comum… O Flamengo
ganhava por 1 a 0, gol de Bebeto, quando, aos 28 minutos do segundo tempo, a
partida foi interrompida por falta de luz. Como o tempo passava e os
refletores não eram acesos, um então jovem Eurico Miranda mandou o time
do Vasco sair de campo, e assim foi feito. A partida foi para o tribunal,
que confirmou a vitória rubro-negra.

WO

O Campeonato Carioca de 1998 teve uma estrela: o WO. Diversos jogos nem começaram, pela ausência de um dos times. Foi assim no “Clássico dos Milhões”, que contou com a presença apenas do Vasco, da arbitragem e de 34 torcedores no Maracanã, no menor
público já registrado nos confrontos entre as duas equipes. A partida servia apenas para cumprir tabela, já que o Vasco havia garantido o
título na rodada anterior. O Flamengo mandou um
ofício informando a sua ausência.

O MAIS RECENTE

A última grande polêmica do clássico deu-se no pênalti marcado para o Vasco na semifinal do Campeonato Carioca de 2015, quando os cruz-maltinos encerraram jejum de 11 partidas sem vencer o Flamengo. Wallace chegou junto no volante Serginho, e o árbitro Rodrigo Nunes de Sá assinalou o pênalti. O lance provocou muita reclamação na Gávea. Gilberto marcou, eliminou o Fla (1×0) e foi comemorar subindo nas escadas para abraçar os vascaínos – recomendava-se cartão amarelo nesse tipo de celebração. Gilberto, que já tinha levado um, acabou poupado.