Realista, Leitão deve tentar reeleição
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Realista, Leitão deve tentar reeleição

Fonte: Da Redação NMT
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Arquivo PSDB

O deputado federal mais votado do estado em 2014, Nilson Leitão (PSDB), trabalhou os quatro anos do seu atual mandato no intuito maior de construir uma candidatura ao Senado Federal, em 2018, e abocanhar um das duas vagas disponíveis. Ocorre que, apesar do cacife nacional que obtém junto ao seu partido – é o líder nacional do PSDB na Câmara Federal – Leitão é uma prova viva de que quando o assunto é política estadual tudo é diferente. Em Mato Grosso, após um tempo de rivalização com o correligionário e governador, Pedro Taques (PSDB), o tucano agora vê um cenário montado que dificulta e muito suas chances de vitória.

O anúncio da desistência da reeleição do atual senador licenciado, Blairo Maggi (PP), acabou por trazer à disputa por um das duas vagas da chamada Casa Revisora o deputado federal, Adílton Sachetti (PRB), a confirmação da pré-candidatura do ex-senador Jayme Campos (DEM), deu mais força ao projeto de reeleição do atual senador, José Medeiros (PODE), bem como encorajou nomes promissores como a juíza, Selma Arruda (PSL), e o do procurador Mauro (PSOL), dentre outros, ao páreo.

O risco surgido com a divisão de votos, porém, não é o único empecilho enxergado por Leitão, mas o seu enfraquecimento político com a volta total para o cenário do ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta, que deve compor na chapa de oposição ao PSDB e é um dos principais incentivadores do nome do ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, a sucessão de poder no Palácio Paiaguás. Ter Pivetta apoiando ativamente projetos majoritários adversários na região norte do estado contra si é mais um fator a colocar uma pulga atrás das orelhas de Leitão.

Como dizem lá na roça, Leitão sabido é o que dorme perto do cocho para garantir o seu. Esperto como é, Nilson deve preferir segurar a pombinha que já tem na mão, ao menos essa tem sido a tendência e a postura do próprio tucano nos bastidores.