Quem Botelho ele lá?
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Quem Botelho ele lá?

Fonte: Da Redação
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Foto - RpMT/ALM

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Eduardo Botelho (PSB), dono de mais de 40 mil votos que o fizeram eleito em 2014, é uma figura que definitivamente não está na boca do povo. Embora isso possa ser considerado até um ponto pessoalmente positivo em meio a um momento de crise moral tão aguda na política, no qual os “vilões” são mais do que conhecidos do grande público, não dá para deixar de apontar que a inexpressividade popular da figura de seu líder diminui a imagem institucional da Casa de Leis.

A realidade apontada no início deste texto é evidenciada em uma pesquisa encomendada pelo próprio legislativo, que circula nos bastidores da política estadual, onde o político é reconhecido por apenas 13% dos cidadãos do estado. Pior do que isso é que 50% das pessoas não sabem sequer definir se sua gestão é boa ou ruim porque nunca ouviram falar do nome do presidente.

E se a “sua indiferença é que me mata”, como diria Zezé Di Camargo, ou a preocupação com ser “morno” e posteriormente vomitado, conforme as escrituras sagradas, pairam na cabeça de Botelho, ainda é importante ressaltar o detalhe que a recente articulação para executar, o mais rápido possível, a operação salvamento do deputado estadual, Gilmar Fabris (PSD) – preso por supostamente obstruir a Justiça, além de toda a crise que se acentuou com o debate quente da PEC do Teto de Gastos, onde Botelho teve de por a cara – vieram depois da pesquisa feita. Ou seja, se algo mudou nestes 13% ainda foi para o lado negativo. Tentando salvar sua imagem, Botelho recentemente saiu com medidas em defesa dos inadimplentes do IPVA, que estão sendo recolhidos em operações de fiscalização de todo o estado.

Embora o primeiro presidente da era pós-mensalinho garanta, como faz o próprio governador Pedro Taques (PSDB), que não há nenhum tipo de ilicitude para manter as boas relações entre Executivo e Legislativo, essa nova realidade não tem conseguido ser passada ao povo de maneira que venha a ser massificada em forma de aprovação. Até mesmo dentro do legislativo – o que inclui servidores e prestadores de serviço – muita gente chega ao absurdo de ter saudade e dizer que na época de José Riva (PSD) “as coisas andavam mais”, mesmo com toda corrupção daqueles dias agora conhecida.

No fim das contas, além de indiferente, a expressão “engessada” é a mais ouvida para definir a gestão Botelho.

A um ano da eleição, Botelho tem, nesta semana, a chance de assumir a cadeira maior do estado no Palácio Paiaguás, já que é o segundo na linha sucessória de Taques. O primeiro, o vice-governador Carlos Fávaro (PSD), acompanha o titular em viagem à China. Aproveitando o espaço e os holofotes, Botelho posou para uma foto ao lado da cadeira mais poderosa de Mato Grosso e postou a imagem em sua página no Facebook em um mosaico. No mesmo compilado, aparece em outra imagem ao lado da influente deputada estadual Janaína Riva (PMDB), que é referência nas redes sociais.

Enquanto Botelho tenta se tornar conhecido para a massa, atrás das cortinas, em meio às discussões políticas, ainda não se sabe se o presidente da ALMT fica ou não no novo/velho PSB de Valtenir Pereira.

É bom que o presidente reflita que, se a ideia é conquistar mais reconhecimento para projetar voos mais altos na carreira política, o melhor caminho provavelmente é procurar outro destino. Até porque ninguém deve brilhar muito em sua sigla atual, além do deputado federal que agora a preside.

Montreal