Que pasa? Wellington ataca de intérprete e salva equatorianos no Flu
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Que pasa? Wellington ataca de intérprete e salva equatorianos no Flu

Fonte: Hector Werlang
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É reparar com atenção para perceber que Orejuela e Sornoza
quase sempre estão acompanhados por Wellington no Fluminense. Passar cinco
temporadas na Espanha fez o atacante dominar o idioma e, desde os primeiros
dias da pré-temporada no CT Pedro Antonio, assumir o papel de intérprete dos
equatorianos. Ele traduz o que o volante e o meia devem fazer em treinos e jogos, e os
ajuda na adaptação ao Rio de Janeiro.

 

No vestiário do Mario Helênio, em Juiz de Fora, palco da
estreia na Primeira Liga, terça-feira, contra o Criciúma, não foi diferente.
Wellington aparece em imagens divulgadas pelo clube traduzindo orientações do
auxiliar Fabio Moreno (veja no vídeo abaixo a partir de 3min30s) e de Abel Braga. Tem dado certo.

 

– Estamos conversando, o Wellington que entende mais o
espanhol. Espero que a gente aprenda a falar português rapidamente, é o que
queremos – diz Sornoza.

 

Os jogadores do Tricolor incentivam os equatorianos a
aprender português. Pedem para os gringos tentarem falar. Wellington é um
deles, afinal, sabe o que é viver fora do seu país e aprender uma nova língua:

 

– Eu passei por isso. Quando cheguei lá (na Espanha), não
falava nada (de espanhol). Me ajudaram. Eu fico feliz de poder fazer o mesmo.
Eles chegaram agora, eu ajudo a fazer com que eles entendam.

 

Também se faz necessário. De acordo com Abel, no primeiro
tempo contra o Criciúma, Orejuela teve dificuldade de entender as orientações
passadas.

 

– Orejuela é mais introvertido. Várias vezes falei com
Douglas, que disse que ele não entendia muito bem. Ele teve dificuldade no posicionamento.
A língua pesa. Temos um bom intérprete, o Wellington. A tendência é melhorar – analisa o treinador.