PSL EM RUÍNAS NO MT: Rossato detona Galli, que culpa Selma
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PSL EM RUÍNAS NO MT: Rossato detona Galli, que culpa Selma

Fonte: Da Redação NMT
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Rossato desistiu, Galli está focado em seu projeto e Selma não tem espaço para ser candidata. FOTO: Montagem NMT com contribuição OD/OLivre

Como já havia anunciado o NMT, desde março, o ex-prefeito de Sorriso, Dilceu Rossato (PSL) não será candidato ao Governo do Estado em 2018. Em uma entrevista a Rádio Capital FM, Rossato assumiu que sua proximidade com outro pré-candidato, Otaviano Pivetta (PDT), ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, que está envolvido em outro projeto visando a sucessão do Palácio Paiaguás, o inviabiliza de protagonizar outro projeto. Dilceu, no entanto, não economizou críticas ao atual presidente do PSL no estado, o deputado federal, Victório Galli, que, segundo suas palavras, está preocupado unicamente com seus interesses pessoais, ou seja, se reeleger.

Rossato criticou o fato de Galli ter procurado diálogo com Pedro Taques (PSDB) e outros pré-candidatos mesmo com sua pré-candidatura posta. “É uma pessoa que conversa com a gente em reunião, trata do assunto, e por trás vai trabalhando outras possibilidades, outras candidaturas. É que, na verdade, não nos querem no processo. Então, eu fui convidado à capital ser candidato, não é para fazer jogo dessa forma. Eu sou uma pessoa correta, eu tive dois mandatos de prefeito, fiz mandatos diferenciados, e é o que eu queria fazer no Mato Grosso (…) Eu saio desse processo e vejo que o Victório Galli tem mais interesse na sua reeleição do que no bem-estar de Mato Grosso”, detonou.

Citado, o deputado federal Victório Galli contra-atacou salientando que Rossato, nas últimas semanas, priorizava mais viagens ao exterior e agendas para cuidar dos seus negócios particulares do que propriamente crescer o projeto majoritário. O presidente do PSL, porém, confirmou que o pré-candidato ao Governo do Estado não aguentou a pressão da ex-juíza, Selma Arruda (PSL), que quer ser senadora, e que sabia que uma saída de Rossato praticamente a inviabilizaria. “Havia muita pressão no partido em cima dele (Rossato), tanto da juíza Selma como dos outros pré-candidatos à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa e deve ter resultado nessa atitude. Mas não havia rusga entre eu e ele no partido”, esquivou-se Galli.

Sem nomes para o lugar de Rossato, o PSL agora deve caminhar para alguma coligação dentre os grupos que já vêm trabalhando no estado e Rossato não está de todo errado quando diz Galli vai procurar um caminho que facilite seu projeto de reeleição. Quem perdeu mais em toda história realmente foi Selma, que já anunciou que não coliga com aliados atuais do PSDB, com MDB e criticou publicamente a ‘velha política’ de Jayme Campos, do DEM. Com isso, a ex-juíza mostra que não há possibilidade de ser candidata em nenhum dos três projetos previamente apresentados até o momentos que trazem Wellington Fagundes (PR), Pedro Taques (PSDB) e Mauro Mendes (DEM) como possíveis candidatos.

Talvez seja o caso de Selma viajar até Brasília e tentar convencer Jair Bolsonaro (PSL), presidenciável do seu partido, que uma coligação com o PSOL do procurador Mauro é uma boa em Mato Grosso. Será que cola?