Protagonizar ou servir, eis a questão!
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Protagonizar ou servir, eis a questão!

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Presidente Estadual do PSD, Carlos Fávaro

Desde quando estava sob a batuta do ex-deputado estadual José Riva (PSD), momento em que chegou a eleger quase 40 prefeitos no estado, em 2012, que o Partido Social Democrático – PSD vem sempre sentando próximo a ponta da mesa em meio as discussões políticas sobre as eleições próximas, em Mato Grosso. Atualmente, o partido consegue representar, sozinho, 15% da representatividade total de eleitores do estado, fato constatado com os resultados obtidos pela sigla no ano passado, elegendo 24 prefeitos, 16 vice-prefeitos, além dos dois vereadores mais votados do estado, Toninho Souza, de Cuiabá, e Jânio Calistro, em Várzea Grande.

 

Mas algum complexo de inferioridade parece ainda pairar sobre os membros maiores da agremiação e até do segundo escalão, que acaba refletindo no respeito alheio. Haja vista, que em todas discussões iniciais feitas até agora, nas principais especulações que saem na mídia do estado, nenhuma discussão feita pelos principais atores políticos do estado parecem elencar a possibilidade de algum membro do PSD ser colocado para disputar algo na majoritária. Em um cenário recente, fala-se  muito fortemente sobre a grande movimentação para a aproximação do PP, do senador Blairo Maggi (PP), promovida pelo grupo formado pelo PSDB, de Pedro Taques, e do ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB). A ideia seria fechar um arco de aliança, ficando o primeiro citado e o último como os dois candidatos às vagas que estarão em disputa ao Senado Federal, enquanto Taques teria a oportunidade de disputar a reeleição no Governo do Estado.

 

Em relação ao PSD, nem mesmo todo destaque conseguido pelo senador José Medeiros em seu mandato, em Brasília, ou do próprio vice-governador e líder do partido, Carlos Fávaro – que talvez consiga hoje mais trânsito em alguns setores que o próprio governador – são capazes, ao que se percebe, de por os membros da sigla em condição de protagonistas, para os próprios correligionários. O interessante é que, tirando o deputado estadual Gilmar Fabris (PSD), e o próprio senador Medeiros – que garante que não abre mão do seu projeto de reeleição no Senado – ninguém do partido se pronuncia mais fortemente para marcar território. Nessa de “esperar reconhecimento”, o PSD pode entrar no ônibus quando ele já estiver cheio, aí não adianta reclamar de ir só segurando no cano. Um deputado estadual com a abrangência de território que consegue atingir Ondonir Bortolini, o “Nininho”, poderia facilmente entrar nas discussões como um potencial pré-candidato a deputado federal, mas ninguém diz nada sobre.

Diria um velho filósofo dos bastidores do poder que espaço em política, muitas vezes, se faz com o cotovelo. Importante para quem é do ramo lembrar-se disso com frequência.