Prorrogação de CPI da Funai e Incra gera discussão em Plenário
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Prorrogação de CPI da Funai e Incra gera discussão em Plenário

Fonte: NOTÍCIAS DE MATO GROSSO com Agência Câmara
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O Plenário analisa agora o requerimento que pede a prorrogação, por sessenta dias, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga fatos relativos à Fundação Nacional do Índio (Funai) e ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O prazo final da CPI é 27 de março. A decisão sobre a prorrogação, ou não, será feita no voto.

Irregularidades detectadas
Presidente da CPI, o deputado Alceu Moreira (PMDB-RS) disse que os sessenta dias são o tempo necessário para a leitura e votação do parecer que, segundo ele, tem mais de mil páginas. Ele disse que as investigações apontaram venda de madeira ilegal, desmatamento em assentamentos e outros pontos.

Alceu Moreira negou que a CPI tenha a intenção de prejudicar povos indígenas ou outros povos tradicionais. “Vamos apresentar uma política pública para todos”, disse.

Ele afirmou que as investigações detectaram diversas irregularidades. “Vimos volumes de recursos drenados do dinheiro público e nós queremos mostrar que a nação indígena, que o interesse indígena não está em jogo, eles são usados como massa de manobra para tirar dinheiro público”, declarou.

Investigação questionada
Já a deputada Elisiane Gama (PPS-MA) questiona a forma como os trabalhos da CPI vêm sendo dirigidos. “É patente o direcionamento, a parcialidade. Já pediram quebra de sigilo de um arcebispo. Querem investigar órgãos como Cimi [Conselho Indigenista Missionário] e o ISA [Instituto Socioambiental]. O debate é partidarizado. A CPI foi criada para perseguir empresas que defendem os indígenas, já que requerimentos para investigar empresas são deixados de lado”, acusou a parlamentar.