Promotor se contradiz, dá show de achismo e apresenta obviedades para solução...
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Promotor se contradiz, dá show de achismo e apresenta obviedades para solução da UTI Pediátrica

Fonte: Da Redação NMT
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Foto - Reprodução Redes Sociais

O promotor da Infância e Juventude, Ari Madeira, atuante em Rondonópolis e que foi o responsável pela ação que acabou bloqueando cerca de R$ 5 milhões do caixa do Governo do Estado, em 2016, que possibilitaram a construção dos oito leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica na Santa Casa de Misericórdia da cidade, recentemente fechados por falta de verba de custeio, decidiu gravar um vídeo sobre a crise atual e postou em sua página no Facebook.

Ari falou sobre um novo processo que ajuizou, agora pedindo um outro bloqueio de verbas públicas para a execução do pagamento dos serviços e permitir o reabrimento das portas, mas também decidiu analisar a condução política de todo o caso e aí se perdeu completamente.

Baseado em informações que leu na imprensa e nas obviedades que tanto agradam aos ouvidos populares, o promotor depôs, por exemplo, contra si próprio. “A melhor forma de resolver esse problema não é a via judicial, eu tenho dito isso. Quando o Poder Executivo desenvolve de forma eficiente sua ação, nós temos muito mais celeridade. É muito mais republicano resolver problemas desta forma”, analisou, sem, porém, assumir o próprio erro de forçar o estado a criar uma nova estrutura clínica, como foi com a UTI Pediátrica, sem que houvesse nenhuma previsão orçamentária para sua manutenção, o que em saúde é o mais custoso.

Seguindo em frente no seu depoimento gravado, cheio de cortes e mudanças de posicionamento corporal em relação a câmera – típicos de famosos youtubers (desenvolvedores de canais famosos no Youtube) – Madeira falou sobre a necessidade da união de forças em relação as autoridades e alfinetou a bancada federal, que talvez, nesta legislatura, seja uma das mais coesas da história recente do Mato Grosso.

Madeira deu a óbvia ideia que os parlamentares cobrem a liberação de suas emendas impositivas, de mais de R$ 126 milhões, que já foram definidas para custeio na área de saúde pelos oito deputados federais e senadores desde o ano passado. Tal dinheiro comumente não vai para este fim, mas, diante da emergência do caixa estadual, os congressistas já se sensibilizaram muito antecipadamente. Agora, diferentemente do que parece pensar Ari, colocar a faca no pescoço do presidente da República não é tão simples assim.

“Não é hora de se alegrar que verbas já foram encaminhadas, resolvamos o problema sem esquecer das suas causas para que ele não volte a ocorrer […] Noticiaram verbas do FEX que o estado pode receber de R$ 400 milhões […] Com interesse, sensibilidade e humanidade talvez a gente tenha uma solução, pelo menos provisória. Talvez se todos os parlamentares se juntarem, a bancada do Mato Grosso inteira deve ter alguma força perante o governo Temer para a liberação das emendas coletivas, que são impositivas. Não posso julgar, mas com habilidade política podem conseguir a liberação”, opinou, lembrando ainda de recursos do Refis da Conab, que devem garantir R$ 100 milhões para Mato Grosso, em breve, totalizando um caixa de mais de R$ 650 milhões com todas as entradas.

Interessante ressaltar que tudo que Ari Madeira indicou já está sendo procedido e conquistado pelo trabalho incisivo da bancada desde 2015, inclusive a volta regular do pagamento do Fundo de Exportação (FEX), que por muito tempo não foi pago ao estado pelo Governo Federal, enquanto comandado pelo PT. Outras receitas como o fundo de exportação, que rendeu mais de R$ 80 milhões em dezembro do ano passado e recursos agora do Conab também tem seus méritos nos esforços dos 11 representantes públicos do estado atuantes em Brasília. As emendas, normalmente, são destinadas a grandes obras e outros fins. No entanto, desde o ano passado já foi definido, em boa parte, a destinação da indicação, em decisão amplamente majoritária, para socorrer o setor da saúde em Mato Grosso.

De fato, tudo deve ser resolvido nos próximos dias em relação a UTI da Santa Casa, mas há de se fazer justiça antecipada de maneira a mostrar que os encaminhamentos solicitados pelo promotor e por outros tantos agora, que ao que parece estão se sentindo oráculos da gestão pública, já foram procedidos há muito tempo e que recursos – e não estamos falando de pouco dinheiro – já chegam para o caixa mato-grossense desde 2015 vindos da capital federal, principalmente, por ação da bancada.

O fato também não põe toda culpa nas costas do governador Pedro Taques (PSDB), que pegou um estado arrasado pela corrupção e muito mais boca para alimentar que comida disponível do pirão.

E se o momento é de reflexão, surge mais do que conveniente pensar que Mato Grosso não é só Rondonópolis e, por mais importante que seja, a Santa Casa não é o único destino emergencial de recursos que o Governo do Estado precisa atender, justamente porque antes de atender a filantropia o executivo tem uma obrigação legal com os Hospitais Regionais. Mas, acima de tudo, se o momento é de tensão, a postura que menos vai resolver da parte de uma figura pública, seja ela qual for, é adotar o preciosismo. O povo apertando político pelo senso comum, cobrando deste que tenha todas as soluções do mundo, mesmo em meio a uma crise de caixa sem precedentes, é até mais do que compreensível. Um promotor de justiça, daí já não…

Montreal

3 COMENTÁRIOS

  1. Nunca lí uma matéria tão parcial e tendenciosa como essa. Deveriam repensar as matérias publicadas e usar seu espaço na mídia para defender os interesses e necessidades dos seus leitores que é a população de Roo e região. Principalmente em se tratando de um problema tão sério como esse. Então fica a pergunta… Por que a situação da UTI pediátrica de Roo chegou a esse ponto? Com um ano de aberta e profissionais da saúde com salários atrasados a 4 (quatro) meses?… O que falta para essa situação se resolver já que como vcs mesmos confirmaram que todas as soluções óbvias propostas pelo Dr. Ari Madeira estão sendo” procedido e conquistado pelo trabalho incisivo da bancada desde 2015″? Dois anos? Bastante tempo não? A nós poupe Notícias de MT, ainda temos capacidade de pensar.

  2. De fato, a matéria tem um tom muito tendencioso. A impressão que se tem é de se estar ouvindo um advogado contratado para defender algum político. Muito estranho!

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