Projeto de Inovação ‘Diálogos Possíveis’ reduz prejuízo de consumidores e indústria
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Projeto de Inovação ‘Diálogos Possíveis’ reduz prejuízo de consumidores e indústria

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O projeto inovador tem cunho educativo voltado para alunos das escolas do Sesi-MT e trabalhadores da Mika

Redação/ Assessoria

O peso dos alimentos pré-medidos sempre está à vista na embalagem dos produtos nos supermercados, mas nem sempre corresponde com exatidão ao que é colocado no carrinho. Um pouco a mais ou um pouco a menos representa prejuízo tanto para o consumidor, quanto para a indústria. Para reduzir este desvio de peso, o Serviço Social da Indústria (Sesi-MT), em parceria com a Mika Amazônia Alimentos Ltda. e o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) desenvolveram o projeto ‘Diálogos Possíveis’, contemplado no Edital Senai Sesi de Inovação.

Nesta semana, após dois anos de trabalho, o projeto inovador, que tem cunho educativo voltado para alunos das escolas do Sesi-MT e trabalhadores da Mika, foi encerrado com a entrega da cartilha ‘Aprendendo Metrologia com os amigos Sesi e Mika’. Com uma linguagem mais técnica, o conteúdo destinado aos industriários aborda questões na área de cidadania (direito do consumidor) e relações matemáticas (unidades de medidas). O objetivo é conscientizar sobre a importância da fiscalização do Inmetro, da legislação aplicada às indústrias de alimentos e bebidas, além dos procedimentos adotados na empresa, para evitar desvios de peso nos produtos.

Já o material desenvolvido para os alunos do Sesiescola de Cuiabá e Várzea Grande aborda a balança sob o ponto de vista do consumidor, que no dia a dia a utiliza, seja na hora de comprar pão na padaria ou em um almoço de restaurante a quilo. As duas cartilhas são o produto final deste trabalho que começou, muito antes, com o diagnóstico dos procedimentos adotados pela Mika, visita dos alunos à indústria, seguido pela conscientização dos trabalhadores que fazem a pesagem dos alimentos.

Vantagem para o consumidor e para a indústria

De acordo com Antônio Daltro Neto, diretor de Legislação e Autos do Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (IPEM), que representa o Inmetro no Estado, a autarquia federal aprova e incentiva iniciativas como esta. “O trabalho do Inmetro é fiscalizar balanças e o peso dos produtos embalados sem a presença do consumidor. A Mika, quando investe na qualidade e conformidade de suas máquinas, tende a crescer perante aos consumidores. Paralelo a isso, os consumidores são favorecidos com produtos de qualidade e quantidade”, afirma Neto.

Gerente industrial da Mika, Gilvair Marconi dos Santos, conta que com o programa a indústria reviu processos, reavaliou procedimentos e conseguiu conscientizar os trabalhadores, ações que já apresentaram resultados positivos.

“Embora já tivéssemos os procedimentos para evitar os desvios de pesagem, com o programa conseguimos identificar alguns erros e corrigi-los, como no caso da regulagem das máquinas e a maneira certa de posicionar balanças, por exemplo. A conscientização dos colaboradores também foi outro ponto fundamental. A vinda do Sesi deu mais seriedade ao processo de aperfeiçoamento e, quando os trabalhadores viam os alunos visitando e se interessando pelo trabalho feito aqui, eles valorizaram ainda mais. O resultado ainda está surgindo, mas este já é o primeiro passo para que não haja prejuízo nem para a indústria, nem para o consumidor”, afirma Santos.

Com o programa, a operadora de máquinas da Mika, Ariadne da Luz, descobriu que deixar peso na balança reduzia o tempo de vida da máquina. “Além disso, às vezes eu deixava passar um pouco de diferença no peso, pois achava que não ia fazer muita diferença. Depois que soube o quanto de prejuízo que a indústria tem e o consumidor também, tenho muito mais cuidado. O certo é mandar sempre o que está na embalagem, pois eu como consumidora compro e também posso ser lesada”, destaca a colaboradora.

Para o superintendente do Sesi-MT, José Carlos Dorte, a parceria da Mika com a entidade revela o compromisso da indústria com o cumprimento das leis. “Receber o Inmetro na indústria reflete a seriedade do empresário, que também ganha em produção. Além disso, o processo pedagógico inserido no programa permite o encontro da indústria com a escola, que é um importante método de aprender sobre a metrologia e formar cidadãos conscientes de seus direitos”, afirma Dorte.

Para executar o programa, o Sesi-MT contou com a consultoria do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MT). O encerramento foi marcado pela apresentação do ator mato-grossense, André D’Lucca que, com a personagem Almerinda, tratou com irreverência a importância da atenção na hora da pesagem.

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