Projeto de atendimento psicosocial a agressores concorre a prêmio
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Projeto de atendimento psicosocial a agressores concorre a prêmio

Fonte: NOTÍCIAS DE MATO GROSSO com Assessoria
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O Projeto Esperança, de conscientização e atendimento psicosocial dos acusados de violência doméstica realizou no último sábado (24.06) mais uma etapa dos encontros mensais. O projeto recebeu também a equipe de avaliação do Prêmio Innovare, iniciativa de entidades do Sistema Penal que tem como objetivo identificar, divulgar e difundir práticas que contribuam para o aprimoramento da Justiça no Brasil.

Os encontros do Projeto Esperança são realizados aos sábados, coordenados pela psicóloga da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos, Eliane Montanha. Segundo ela, a iniciativa surgiu devido ao grande número de reincidentes em crimes contra a mulher e a intenção é trabalhar diretamente a socioeducação dos agressores. O projeto foi iniciado na 1ª Vara da Violência Doméstica contra a Mulher da capital, cujo titular, o juiz Jamilson Haddad, acompanha o andamento das atividades e participa dos encontros com os agressores.

Etapas

Os agressores são encaminhados pela justiça e passam várias fases do projeto, sendo este realizado no mês de junho o quinto encontro do projeto. A primeira fase é a participação em uma palestra, onde são apresentados os objetivos do projeto, que busca uma mudança de atitude e comportamentos. “Com isso, o agressor visualiza que determinadas atitudes por ele tomadas geraram infrações de conduta social, sendo assim necessária uma reflexão para que possam mudar suas atitudes em um futuro próximo”, explica a psicóloga.

A próxima fase será o atendimento na clínica da Faculdade de Cuiabá, instituição parceira no projeto. Os atendimentos iniciais serão feitos individualmente pelos alunos do último ano do curso de psicologia, sob a coordenação da professora responsável pelo projeto. Na clínica será levantado o histórico de vida de cada agressor, na busca de questões que possam ser um possível desencadeador dos comportamentos inadequados.

As demais fases incluem a formação de grupos terapêuticos, palestras socioeducadoras e restaurativas, com noções de valores sociais, direitos das mulheres, direito penal, estruturação social e educação familiar. Após as palestras informativas, o grupo de agressores passará por debates de todas as matérias apresentadas, de forma que ocorra uma conscientização diante de seus atos executados anteriormente.

O quinto encontro contou com a participação do secretário adjunto de Direitos Humanos da Sejudh, Zilbo Bertoli Junior, e dos representantes da Comissão Carcerária da OAB-MT, Waldir Caldas e do Conselho Penitenciário, Alexandre Amaral.

Montreal