Professor da UFMT é afastado de turma após acusações de assédio
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Professor da UFMT é afastado de turma após acusações de assédio

Fonte: O Livre
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Foto: Internet

O professor do curso de Engenharia Civil da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Sérgio Magalhães, foi afastado de uma das turmas que ministra aulas sob acusação de assédio. A decisão foi tomada pelo Colegiado de Curso da disciplina depois que o professor foi denunciado pela turma, há cerca de uma semana.

Aproximadamente quarenta estudantes da mesma turma assinaram uma carta em que pediam o afastamento do professor e denunciavam situações vexatórias de assédio moral e sexual. Os alunos foram motivados a fazer a denúncia depois que o professor afirmou que uma das estudantes teria “ajoelhado” para algum homem.

“Eu trabalho em obra, então eu estava de botina, e estava com a calça um pouco suja. E ele me disse ‘e essa calça suja sua, você vem toda esfolada para aula, me diz o nome do cara para o qual você ajoelhou hoje no seu trabalho’. E ele falava isso várias vezes, não parava”, comentou a estudante, que pediu sigilo sobre o seu nome. Depois do episódio ela relata ter sofrido psicologicamente e evitou comentar sobre o assunto e evitou contato com o professor.

“O professor Sergio Magalhães apresentou diversos comportamentos e atitudes inapropriados e desrespeitosos para com os discentes. São inúmeros e frequentes os episódios de assédio moral direcionados aos alunos, mas principalmente às mulheres”, diz trecho da carta enviada ao Colegiado de Curso.

Outra estudante ouvida pela reportagem, que também pediu para ter seu nome preservado, contou que o professor chegou a chamá-la de “assanhada” durante uma aula de campo.

Ela explica que, muito antes deste episódio, vinha sofrendo com uma certa “perseguição” durante as aulas. “Não é um tratamento de estudante, de respeito que a gente gostaria de receber”, comenta. Para tentar mover a denúncia os estudantes colheram assinaturas entre os colegas pedindo o afastamento do professor. A denúncia foi recebida e acatada, mas o professor continua ministrando aulas no campus.

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