Procon encontra gás de cozinha sendo vendido em loja de fogos de...
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Procon encontra gás de cozinha sendo vendido em loja de fogos de artifício

Fonte: Thiago Mattar
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Procon de Rondonópolis estima que 30 revendedores de gás na cidade sejam clandestinos. Foto: Ilustrativa/G1.

Das 120 distribuidoras de gás na cidade de Rondonópolis (214 km de Cuiabá), 45 já foram fiscalizadas pelo Procon municipal. “Visitamos dez lugares por dia, em média, e estamos pedindo documentação neste momento; só vamos conseguir fazer um levantamento de todas as irregularidades após a análise das documentações”, conta Marildes Ferreira, diretora do Procon.

A fiscalização começou após denúncias de variações nos preços entre o gás de cozinha vendido em Pedra Preta (encontrado a partir de R$ 75) e os botijões vendidos em Rondonópolis (de R$ 85 até R$ 108). Atualmente, segundo informações da Agência Nacional do Petróleo, Mato Grosso é o estado com o botijão de cozinha mais caro do país.

Segundo a diretora, as empresas de Rondonópolis tem o prazo de 10 dias para realizarem a entrega da documentação ao Procon. “Podemos garantir que existem grandes irregularidades, tais como revendedores sem alvará ou nota fiscal, pontos obscuros de venda, locais que possuem alvará para a venda de bebidas e estão vendendo gás, vendedores que vendem gás em lojas de fogos de artifício, locais onde os trabalhadores são menores de idade, etc; mas só vamos emitir o relatório após concluir tudo, e vamos entregar para o Ministério Público, que vai investigar os casos”, conclui.

Marildes Ferreira, diretora do Procon de Rondonópolis. Foto: Assessoria.

Segundo o presidente da Associação Mato-Grossense dos Revendedores de Gás GLP, Fenelon Costa, de fevereiro a novembro deste ano, o governo federal já aumentou o preço do gás em 59%. “Só neste último mês de setembro, o governo subiu mais de 12% do valor”, conta.

Fenelon ainda explica que o alto preço do gás em Mato Grosso é reflexo dos impostos somados aos custos elevados com frete e outras taxas operacionais.

Ainda segundo ele, existem distribuidoras grandes de Goiânia (GO) que vendem o produto com preços que variam de R$ 55 a R$ 60. Esses mesmos botijões são revendidos em Mato Grosso com valores que variam de R$ 90 a R$ 100. “O valor é calculado com um preço lá e o frete pra cá é oneroso, inclui custos operacionais que aumentam em até 35% o valor para o cliente final”.

Mesmo com o custo elevado, Fenelon defende que os consumidores devam optar pelo gás legal e exigir o cupom fiscal, garantindo a segurança e a qualidade do produto.

O Procon estima que 30 revendedores trabalhem dentro da ilegalidade no município, sem qualquer documentação ou regulação. Se não entregarem a documentação no prazo, os revendedores visitados pelas equipes do Procon receberão auto de infração e multas, podendo responder judicialmente pela irregularidade junto ao Ministério Público do Estado (MPE).

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