Presos da Mata Grande arrecadavam mais de R$ 200 mil por mês...
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Presos da Mata Grande arrecadavam mais de R$ 200 mil por mês em golpe

Fonte: Bruno Pinheiro e Thiago Mattar
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Quadrilha aplicava golpes no Amazonas e em outros estados; as contas bancárias eram de MT. Foto: Felipe Arcanjo.

A Operação Jaleco Preto, deflagrada pela Polícia Judiciária Civil de Rondonópolis (a 214 km de Cuiabá), em parceria com investigadores do Amazonas, desmontou uma quadrilha que arrecadava, de dentro da penitenciária da Mata Grande, mais de R$ 200 mil por mês em golpes.

Ao se passarem por falsos médicos e enfermeiros, os criminosos diziam às vítimas que seus familiares precisavam urgentemente de uma cirurgia ou de exames e que valores deveriam ser depositados em contas bancárias de terceiros para que os procedimentos fossem realizados. O mesmo tipo de golpe chegou a ser noticiado no Jornal Nacional em julho deste ano.

Segundo os investigadores, a quadrilha desmontada nesta quinta-feira (23) agia em consonância com o caso noticiado anteriormente pela TV Globo. Havia, inclusive, um manual escrito à mão semelhante ao adotado pela outra quadrilha.

Ainda segundo os investigadores, os bandidos possuíam chips de diversos estados brasileiros, mas as contas bancárias rastreadas estavam cadastradas em agências de Cuiabá e Rondonópolis. As investigações começaram há três meses. Familiares dos presidiários envolvidos em roubo e estelionato também participaram do golpe e foram presos.

Equipes da PJC de Rondonópolis e do Amazonas trabalharam em conjunto com a Derf e Sistema Penitenciário durante a Operação Jaleco Preto. Foto: Felipe Arcanjo.

“A quadrilha era dividida em dois núcleos; um operacional, responsável por realizar os telefonemas para as unidades hospitalares em diversos estados e coletar informações das vítimas; e outro, financeiro, que era responsável por ceder as contas bancárias”, explicou o delegado Cícero Coutinho, da PJC de Amazonas.

O delegado ainda revelou que quem cedia a conta ficava com 30% dos valores arrecadados pelos golpes. Com apoio do setor de inteligência do Sistema Penitenciário, os policiais apreenderam aparelhos celulares e cadernos com anotações sobre o golpe.

Cinco pessoas que faziam parte do núcleo financeiro foram presas e três presidiários que efetuavam as ligações foram removidos da Mata Grande e serão encaminhados para outro presídio do estado. No Amazonas, mais de 10 hospitais passaram pelo golpe. Há ocorrências do mesmo crime em outras 30 cidades brasileiras.

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