Prefeita Lucimar Campos continua no cargo e defesa alega falta de provas
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Prefeita Lucimar Campos continua no cargo e defesa alega falta de provas

Fonte: Thiago Mattar
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Lucimar Campos recorre da decisão que pede sua cassação e continua no cargo. Foto: Arquivo.

A assessoria jurídica da prefeitura de Várzea Grande, Lucimar Sacre de Campos, e do vice-prefeito, José Aderson Hazama, enviou nota alegando não haver provas que confirmem a tese de compra de votos ou benefícios de qualquer natureza em troca de votos que ofenda a Legislação Eleitoral.

O documento assinado pela firma Ronimárcio Naves Advogados nessa terça-feira (3) ainda reafirma que a campanha vitoriosa da prefeita e do vice foi “transparente, legítima, legal e verdadeira, sendo que as contas da referida campanha eleitoral foram aprovadas sem ressalvas”.

Ao final da nota, a assessoria esclarece que o pedido de cassação não afasta a prefeita Lucimar e o vice do exercício de suas funções e que eles “continuarão trabalhando fortemente em prol da população e de Várzea Grande até e quando Deus assim permitir!”.

Entenda o caso
Lucimar Campos e José Aderson Hazama foram eleitos no ano passado com quase 80% dos votos válidos. Após a divulgação do resultado, a coligação concorrente “Mudança com Segurança” entrou com pedido de cassação da chapa da prefeita Lucimar Campos e de seu vice José Anderson Hazama (PRTB). A decisão emitida ontem (segunda-feira, 2), pelo juiz Carlos José Rondon Luz, da 20ª Zona Eleitoral de Várzea Grande, ainda pede a cassação do mandato do presidente da Câmara de Várzea Grande, Chico Curvo (PSD).

Na acusação, o presidente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande, Eduardo Abelaira Vizotto, e o vereador Chico Curvo, em reunião com 50 pessoas, teriam oferecido abastecimento de água, perfuração de poço e envio de caminhão-pipa em troca de votos a favor da legenda de Lucimar Campos. Como provas, a acusação aponta gravação feita nessa reunião. Em outro trecho gravado, Chico Curvo estaria prometendo asfalto nas ruas dos bairros Portal do Amazonas e Jardim Paula II também em troca de votos.

Os políticos são acusados de abuso de poder econômico, político e compra de votos. Na decisão do juiz, além de cassados os mandatos, a prefeita, o vice, o vereador e o presidente da DAE ficariam inelegíveis pelo prazo de oito anos e teriam que pagar multa no valor de R$ 15 mil. Os alvos de cassação podem recorrer da decisão sem abandonar seus cargos.

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