Pré-candidatos a deputado da Câmara de Rondonópolis buscam apoio na Casa
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Pré-candidatos a deputado da Câmara de Rondonópolis buscam apoio na Casa

Fonte: Da Redação
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Esq. p/ dir. - Mazette, Zaeli e Silva. Foto - Montagem NMT

O legislativo municipal em Rondonópolis deve ter três dos seus 21 membros atuais concorrendo, em 2018, a uma das 24 vagas que estarão disponíveis para deputado estadual. Elton Mazette (PSC), Thiago Silva (PMDB) e Rodrigo da Zaeli (PSDB) enfrentarão páreo duro, já que os dois últimos têm no próprio partido nomes consagrados que elevam consideravelmente a quantidade de votos necessários para se eleger, enquanto que no caso do primeiro a dificuldade fica por conta da limitação de vagas da sua própria legenda e de um grande adversário dentro do seu nicho eleitoral. No seu próprio reduto, Mazette tem a concorrência de Sebastião Rezende (PSC), que virá a reeleição e deve abocanhar parte do seu potencial eleitorado.

Os três, porém, já se mexem nos bastidores para tentarem todos os caminhos possíveis para uma boa votação e a primeira conduta dos três têm sido reforçar os laços com os colegas de parlamento. Thiago Silva, por exemplo, apesar de ter sido o mais bem votado no pleito de 2016 com 3.264 votos, não goza de simpatia unânime dos colegas vereadores, já que é tido como individualista em suas ações e mesmo quando o trabalho é coletivo prefere capitalizar os méritos da conquista sozinho. Os próprios correligionários, Adonias Fernandes e Cláudio da Farmácia, ambos vereadores na cidade, não estariam tão dispostos assim a correr atrás de votos para Silva, que tenta corrigir isso.

Quanto a Mazette, sua saída será a de assumir a postura nada admirável de polarizar com Rezende dentro do núcleo evangélico. Mesmo que o voto de um acabe ajudando o outro na legenda, se o pensamento for de buscar uma boa votação para se consolidar como liderança política, Mazette terá que tirar votos do atual deputado estadual e colega de partido dentro da cidade. Como Rondonópolis é um estratégico colégio eleitoral para Sebastião, a candidatura do vereador pode então acabar por enfraquecer Rezende, que teria riscos de ver outros candidatos da chapa proporcional passando a sua frente e ficando com as poucas vagas, possivelmente única, que o partido deve ter na próxima legislatura.

Já para Rodrigo da Zaeli, a missão talvez seja a mais exigente no tocante a votos. Os tucanos possuem grandes nomes na disputa e, apesar de ser liderança consolidada na região sudeste do estado, Zaeli tem a necessidade de uma boa margem para chegar perto da vitória. Talvez pensando nisso, foi dentre os três postulante o que conseguiu abrir caminho e deve ter mais apoio dentro da própria Câmara de Vereadores. Atual presidente do legislativo, Rodrigo tem prezado pelo diálogo, atendido os parlamentares na maioria dos seus pleitos internos e feito uma gestão participativa junto as lideranças presentes na Casa de Leis. Estratégia ou não, Rodrigo deve ter ganhos pela postura assumida com o apoio de vereadores, além de ter o PSDB em suas mãos na cidade, o que não é o caso dos outros dois.

Para os três, porém, o grande dificultador deve ser os vários pré-candidatos da cidade que já anunciaram que vão concorrer e vêm forte. Mesmo com o potencial eleitoral que tem, ao dividi-lo Rondonópolis perde condições de ter representatividade condizente com sua importância dentro do legislativo estadual e, pelo jeito, os grupos políticos locais caminham para esse auto-flagelo novamente em 2018.

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