Por falta de “algo concreto”, desembargadora reforma decisão e retorna secretário de...
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Por falta de “algo concreto”, desembargadora reforma decisão e retorna secretário de comunicação ao cargo

Fonte: Da Redação
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Foto - GCom

O secretário de comunicação do Governo do Estado, Kleber Lima – afastado recentemente pela juíza Célia Regina Vidotti, da Vara de Ação Civil Pública e Ação Popular, de Cuiabá – está de volta ao cargo por decisão, neste início de semana, da desembargadora do Tribunal de Justiça do Mato Grosso – TJMT, Antonia Siqueira Gonçalves Rodrigues. Em seu despacho, liberando o acusado a voltar às suas funções, Siqueira deixa claro a falta de elementos para justificar tecnicamente o desligamento de Kléber. “Não bastam considerações genéricas, vinculadas à possibilidade de que, em permanecendo no cargo, o agente público venha a atrapalhar a investigação. É preciso que algum ato concreto, no sentido de impedir a produção de provas, tenha sido efetivamente detectado, para que se sustente a decisão provisória que afaste cautelarmente o agente público do cargo para o qual foi nomeado”

Lima entrou em conflito, aparentemente de razão ideológica, com os servidores da própria pasta que comanda. O grande causador inicial da discórdia acabou sendo as próprias funções dos profissionais concursados, que defendiam a necessidade do setor produzir materiais mais institucionais, enquanto Kléber era acusado de promover politicamente alguns membros da alta cúpula da gestão com suas solicitações. No transcorrer do embate, porém, a coisa se agravou e o secretário foi acusado de ter assediado, até sexualmente, uma servidora. Apesar da última e grave acusação não ter nenhuma comprovação, ela acabou ganhando corpo após diversas gravações feitas por cerca de sete meses, pelos acusadores, terem sido divulgadas ao Ministério Público Estadual – MPE e na própria imprensa.

Na maioria dos áudios, porém, o que se denota é uma crise sobre a função da pasta e o que sobra agora é a necessidade de investigação, já que, até o momento, provas sobre atos mais graves não foram conhecidas ou chegaram a conhecimento público. O que pesa de mais grave e com solidez contra o secretário foi uma fala registrada por um servidor, onde Kléber diz sobre a necessidade de “gravar” os concursados, em tom de ameaça. A fúria de Lima se alimentava em um vazamento de informações estratégicas do governo, que teriam saído de pessoas ali de dentro para setores oposicionistas da imprensa.

De todo modo, envolvidos ou não, nada mais importante para todos que acompanham o caso que denúncias desta gravidade, sobretudo envolvendo o Poder Público, sejam recebidas pelos agentes da lei com a disposição de empenho máximo para o aprofundamento das investigações até que, comprovados ilícitos, os responsáveis sejam punidos. Que isso não se confunda, porém, com “punição” antecipada. Até para que a sociedade não incorra no risco de ver algo tão ou mais grave que a impunidade ocorrendo no país. Deixemos a empolgação para as redes sociais…

Montreal